
Cerca de 175 alunos da Rede Municipal de Ensino (Reme) de Campo Grande estão tendo a oportunidade de ver seus trabalhos alcançarem projeção internacional durante a COP15 – Convenção sobre a Conservação das Espécies Migratórias, realizada entre os dias 23 e 29 de março de 2026. A participação evidencia não apenas o envolvimento das escolas, mas também o potencial transformador da educação desenvolvida na Capital, que ganha visibilidade em um evento de alcance global.
Entre as unidades participantes, estão os alunos da Escola Municipal João Evangelista Vieira de Almeida, na Vila Almeida, onde o aprendizado ganhou ainda mais significado. Para o estudante Pedro Henrique da Silva Vieira Machado, de 12 anos, a experiência foi marcante e despertou um novo olhar sobre o meio ambiente. “Foi muito bom saber o que podemos fazer para proteger as espécies migratórias e conhecer mais sobre os peixes da nossa região. Foi muito gratificante fazer as esculturas e móbiles reutilizando materiais que iriam para o lixo”, destaca.

Estudante Pedro Henrique da Silva Vieira Machado, de 12 anos.
A iniciativa, coordenada pela Secretaria Municipal de Educação (Semed), integra o currículo transversal da rede e reforça uma política educacional que valoriza a educação ambiental como eixo permanente de formação. Na prática, isso significa levar para o cotidiano dos alunos temas atuais e essenciais, conectando o conteúdo escolar com a realidade e os desafios do mundo.

Trabalhos realizados com materiais recicláveis.
As produções artísticas, inspiradas em espécies migratórias, fazem parte da rotina pedagógica das unidades escolares e integram diferentes áreas do conhecimento. Em Ciências, os alunos exploram temas como efeito estufa e aquecimento global; em Geografia, aprofundam conteúdos sobre corredores ecológicos e queimadas no Pantanal; e, em Arte, transformam aprendizado em expressão por meio da criação de esculturas em papel machê e móbiles com materiais reaproveitados, unindo criatividade e consciência ambiental.

Alunos Rafael de Oliveira, Dione Antunes e Thallyson Davi, do 9° A.
Para a coordenadora do Grupo de Trabalho de Educação e Sustentabilidade da COP15, Juliana Jorge, a exposição desses trabalhos é uma forma de dar visibilidade a um movimento que já acontece dentro das escolas. Mesmo sem a presença física dos estudantes no evento restrito a delegações internacionais. As produções conseguem levar um pouco da realidade da educação municipal para um espaço de discussão global.

Alunas Ana Carolina, Rafaela da Fonseca e Gabriely Souza, do 9° A.
Juliana destaca que a mobilização vai além da exposição. O trabalho desenvolvido nas escolas demonstra o engajamento contínuo de alunos, professores e de toda a rede municipal com temas de grande relevância, reforçando o compromisso de Campo Grande com a educação de qualidade e com a construção de um futuro mais sustentável. Além da João Evangelista, também participam as escolas municipais Prof. Licurgo de Oliveira Bastos, na Vila Nasser, e Elpídio Reis, na Mata do Jacinto.
#ParaTodosVerem: Imagens dos alunos durante a produção na escola.
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