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Governo do Pará incentiva produção artesanal e amplia oportunidades para artesãos do Estado

No Dia do Artesão, celebrado nesta quinta-feira (19), ações do Estado incluem capacitação, apoio à comercialização e espaços de exposição como o Sã...

19/03/2026 às 17h45
Por: Redação Fonte: Secom Pará
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Foto: Pedro Guerreiro / Ag. Pará
Foto: Pedro Guerreiro / Ag. Pará

O governo do Pará desenvolve diversas ações de incentivo ao artesanato paraense, fortalecendo a geração de renda, a valorização cultural e a economia criativa no Estado. Além de garantir visibilidade aos produtores no Espaço São José Liberto (ESJL), em Belém, o Estado investe em cursos, oficinas e apoio à participação de artesãos em feiras e eventos. As iniciativas ganham destaque nesta quinta-feira (19), data em que se celebra o Dia do Artesão.

Artesão há 58 anos, o mestre ceramista Doca Leite destaca a importância da visibilidade proporcionada pelo espaço mantido pelo Governo do Pará. Segundo ele, as vendas realizadas no São José Liberto representam entre 30% e 40% da renda do negócio familiar. “O artesanato é a nossa fonte de renda e ganhar mais visibilidade para os nossos produtos faz toda a diferença no nosso orçamento, seja no São José ou com incentivo financeiro de ajuda de custo para passagens e para o frete de mercadorias para eventos”, ressalta.

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O filho do mestre, Bruno Gonçalves, também segue a tradição familiar na produção artesanal. Natural de Icoaraci, ele afirma que o espaço para comercialização no centro de Belém amplia o alcance das peças, principalmente entre turistas. “Nasci no meio do barro e fui criado na olaria. Criar a peça e ver a admiração das pessoas pelo nosso trabalho é apaixonante. Nós somos de Icoaraci e poder ter um espaço no São José Liberto, em uma área central de Belém e com presença constante de turistas, ajuda muito. De forma estratégica, disponibilizamos peças pequenas, mais fáceis de transportar, tipo souvenir”, afirma.

Economia criativa

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Mantido pelo governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Mineração e Energia (Sedeme), o Espaço São José Liberto é referência em economia criativa, turismo e cultura. No local funciona a Casa do Artesão, que reúne 220 empreendedores, incluindo 16 cooperativas, responsáveis pela produção e comercialização de artesanato, joias artesanais e biojoias — confeccionadas com metais nobres e insumos da floresta amazônica, além de moda autoral com design exclusivo.

O artesão de miriti Manoel Miranda, morador de Abaetetuba, expõe suas peças no espaço há 15 anos e destaca o impacto do apoio recebido. “Há quase 50 anos trabalho com esse tipo de artesanato e já são 15 anos no espaço. Temos muito apoio e só podemos agradecer por isso. Expor nesse espaço ajuda a gente a manter a nossa família, vendendo os nossos produtos e mostrando a nossa cultura”, afirma.

Além da vitrine permanente no São José Liberto, a Sedeme também promove cursos e capacitações de artesanato nas Usinas da Paz (UsiPaz). Entre os módulos ofertados estão Artesanato em Fibra de Malva Amazônica, Pintura em Tecidos, Arranjos Florais e Tapetes de Retalhos.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Paulo Bengtson, ressalta que o artesanato é uma das atividades com grande potencial dentro da economia criativa do Estado. “A economia criativa desponta como um dos pilares estratégicos para o desenvolvimento sustentável do Pará. O artesanato produzido por artesãos locais revela grande potencial para gerar emprego, renda e dinamizar a economia regional. Apoiar esse segmento significa incentivar o uso de matéria-prima sustentável e fortalecer um empreendedorismo que alia desenvolvimento econômico e responsabilidade ambiental”, destaca.

Capacitação e geração de renda

As oportunidades de qualificação também têm impactado a vida de quem busca uma nova fonte de renda. Aluna do curso de artesanato em malva amazônica na UsiPaz Bengui, Tereza Laurentino afirma que a capacitação abriu novas possibilidades. “Ter a oportunidade de expandir nossos conhecimentos e fazer disso uma renda extra nas nossas vidas abre muitas portas. Já estou vendendo bolsas e nécessaires que aprendi a fazer com as professoras da usina. Só temos a agradecer ao Governo do Estado pelo incentivo”, relata.

O incentivo ao artesanato também chega às comunidades rurais e ribeirinhas por meio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado do Pará (Emater), que atua no fortalecimento da produção associada à biodiversidade amazônica.

Entre as ações estão a orientação produtiva, apoio à organização de associações comunitárias e o mapeamento de comunidades com potencial para produção artesanal e geração de renda. “Com os agricultores familiares, a Emater trabalha aprimorando as técnicas que eles já dominam, valorizando produtos derivados do extrativismo e da biodiversidade e abrindo espaços de comercialização. Já nos centros urbanos, o trabalho é direcionado diretamente para a questão de mercados, promovendo espaços de comercialização e a divulgação do trabalho junto aos eventos da Emater”, explica Karine Sarraf, supervisora adjunta do Regional das Ilhas.

No município de São Domingos do Capim, a artesã e engenheira agrônoma Weise Martins, apoiada pela Emater, desenvolve projetos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar e da bioeconomia junto às comunidades ribeirinhas e tradicionais. “Trabalho com a produção de cosméticos naturais e produtos artesanais elaborados a partir de matérias-primas da biodiversidade amazônica, como óleos e manteigas extraídos de frutos e sementes da região. Esses produtos valorizam os recursos naturais locais e o conhecimento tradicional das comunidades. A atividade tem se consolidado como uma fonte de renda complementar”, afirma.

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