
Agência Assembleia / Foto: J.R. Lisboa
Em alusão ao Dia Mundial Sem Carne, celebrado em 20 de março, o programa Café com Notícias, desta quarta-feira (18), promoveu um debate sobre os impactos do consumo excessivo de proteína animal e as possibilidades de uma alimentação mais equilibrada. A convidada foi a nutricionista clínica funcional Rosalina Duailibe, que destacou a importância da conscientização alimentar e da diversificação do cardápio no dia a dia.
Logo na abertura, foi levantado um questionamento comum à mesa do brasileiro: embora a carne seja tradicionalmente considerada a principal fonte de proteína, o consumo em excesso pode trazer prejuízos à saúde. Segundo a especialista, o alto consumo, especialmente de carnes vermelhas e gordurosas, está associado ao aumento do colesterol, além de favorecer inflamações intestinais e sistêmicas e elevar o risco de doenças cardiovasculares.
Como alternativa, a nutricionista defendeu a inclusão de proteínas de origem vegetal na rotina alimentar. Alimentos como feijão, lentilha, grão-de-bico, quinoa e tofu foram citados como fontes importantes de aminoácidos essenciais, capazes de suprir as necessidades do organismo quando consumidos de forma equilibrada.
Ela também mencionou o movimento “Segunda Sem Carne”, criado em 2003, que incentiva a redução do consumo de carne ao menos uma vez por semana, especialmente após os excessos do fim de semana.
Mitos
Durante a entrevista, a especialista também esclareceu mitos comuns sobre a retirada temporária da carne da dieta. De acordo com ela, ficar um dia sem consumir proteína animal não provoca deficiências nutricionais, como a falta de ferro ou vitamina B12, desde que a alimentação seja variada e balanceada. No entanto, para pessoas que adotam o vegetarianismo de forma permanente, é recomendável acompanhamento profissional para avaliar a necessidade de suplementação.
Outro ponto de destaque foi a valorização da chamada “comida de verdade”. A nutricionista criticou o consumo frequente de produtos ultraprocessados, como barras de proteína e bebidas industrializadas, que contêm aditivos químicos capazes de provocar inflamações e reações alérgicas. Segundo ela, suplementos devem ser utilizados apenas como complemento, e não como substitutos das refeições principais.
A entrevista também abordou desafios enfrentados por muitas famílias, especialmente em relação ao custo dos alimentos. Em alguns casos, produtos ultraprocessados acabam sendo mais baratos e acessíveis do que frutas, verduras e legumes, o que impacta diretamente na qualidade da alimentação. Como alternativa, a nutricionista sugeriu o cultivo de pequenas hortas caseiras, mesmo que simples, com temperos e ervas, como forma de ampliar o acesso a alimentos frescos.
Exercício físico
Além da alimentação, a especialista reforçou a importância da prática regular de exercício físico para a manutenção da saúde e do metabolismo. A combinação entre exercícios de força, como a musculação, e atividades aeróbicas contribui para a preservação da massa magra e o equilíbrio do organismo.
Ao final, a nutricionista destacou que aderir ao Dia Mundial Sem Carne pode ser o primeiro passo para mudanças mais amplas no estilo de vida. Além dos benefícios à saúde, a redução do consumo de carne também pode representar economia no orçamento familiar, especialmente diante do aumento dos preços desse tipo de alimento.
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