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‘Café com Notícias’: Dia Mundial Sem Carne incentiva hábitos alimentares mais saudáveis

A nutricionista funcional Rosalina Duailibe falou sobre a importância da diversificação do cardápio no dia a dia, esclareceu mitos sobre consumo d...

18/03/2026 às 14h47
Por: Redação Fonte: ALEMA
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A jornalista Elda Borges e a nutricionista Rosalina Duailibe durante o programa
A jornalista Elda Borges e a nutricionista Rosalina Duailibe durante o programa

Agência Assembleia / Foto: J.R. Lisboa

Em alusão ao Dia Mundial Sem Carne, celebrado em 20 de março, o programa Café com Notícias, desta quarta-feira (18), promoveu um debate sobre os impactos do consumo excessivo de proteína animal e as possibilidades de uma alimentação mais equilibrada. A convidada foi a nutricionista clínica funcional Rosalina Duailibe, que destacou a importância da conscientização alimentar e da diversificação do cardápio no dia a dia.

Logo na abertura, foi levantado um questionamento comum à mesa do brasileiro: embora a carne seja tradicionalmente considerada a principal fonte de proteína, o consumo em excesso pode trazer prejuízos à saúde. Segundo a especialista, o alto consumo, especialmente de carnes vermelhas e gordurosas, está associado ao aumento do colesterol, além de favorecer inflamações intestinais e sistêmicas e elevar o risco de doenças cardiovasculares.

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Como alternativa, a nutricionista defendeu a inclusão de proteínas de origem vegetal na rotina alimentar. Alimentos como feijão, lentilha, grão-de-bico, quinoa e tofu foram citados como fontes importantes de aminoácidos essenciais, capazes de suprir as necessidades do organismo quando consumidos de forma equilibrada.

Ela também mencionou o movimento “Segunda Sem Carne”, criado em 2003, que incentiva a redução do consumo de carne ao menos uma vez por semana, especialmente após os excessos do fim de semana.

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Mitos

Durante a entrevista, a especialista também esclareceu mitos comuns sobre a retirada temporária da carne da dieta. De acordo com ela, ficar um dia sem consumir proteína animal não provoca deficiências nutricionais, como a falta de ferro ou vitamina B12, desde que a alimentação seja variada e balanceada. No entanto, para pessoas que adotam o vegetarianismo de forma permanente, é recomendável acompanhamento profissional para avaliar a necessidade de suplementação.

Outro ponto de destaque foi a valorização da chamada “comida de verdade”. A nutricionista criticou o consumo frequente de produtos ultraprocessados, como barras de proteína e bebidas industrializadas, que contêm aditivos químicos capazes de provocar inflamações e reações alérgicas. Segundo ela, suplementos devem ser utilizados apenas como complemento, e não como substitutos das refeições principais.

A entrevista também abordou desafios enfrentados por muitas famílias, especialmente em relação ao custo dos alimentos. Em alguns casos, produtos ultraprocessados acabam sendo mais baratos e acessíveis do que frutas, verduras e legumes, o que impacta diretamente na qualidade da alimentação. Como alternativa, a nutricionista sugeriu o cultivo de pequenas hortas caseiras, mesmo que simples, com temperos e ervas, como forma de ampliar o acesso a alimentos frescos.

Exercício físico

Além da alimentação, a especialista reforçou a importância da prática regular de exercício físico para a manutenção da saúde e do metabolismo. A combinação entre exercícios de força, como a musculação, e atividades aeróbicas contribui para a preservação da massa magra e o equilíbrio do organismo.

Ao final, a nutricionista destacou que aderir ao Dia Mundial Sem Carne pode ser o primeiro passo para mudanças mais amplas no estilo de vida. Além dos benefícios à saúde, a redução do consumo de carne também pode representar economia no orçamento familiar, especialmente diante do aumento dos preços desse tipo de alimento.

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