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Grupo criminoso que fraudou concurso público é alvo de operação em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco

Grupo criminoso que fraudou concurso público é alvo de operação em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco

18/03/2026 às 13h18
Por: Redação Fonte: Agência Diario de Pernambuco
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Grupo criminoso que fraudou concurso público é alvo de operação em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco

Grupo criminoso que fraudou concurso público é alvo de operação em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco.

 

Operação Última Etapa foi deflagrada pela Polícia Civil do Tocantins contra grupo criminoso que fraudou concurso, com atuação em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco, além dos estados da Paraíba, Pará e Goiás, e no Distrito Federal.

A Operação Última Etapa foi deflagrada na manhã desta quarta-feira (18), pela Polícia Civil do Tocantins, através da Diretoria de Repressão à Corrupção e ao Crime Organizado (Dracco-TO), contra organização criminosa que fraudou concurso público em quatro estados do país, entre eles Pernambuco, e no Distrito Federal.

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Com apoio da Polícia Civil e Militar de Pernambuco, foram cumpridos mandados de busca e apreensão e prisão preventiva em Serra Talhada, no Sertão pernambucano.

O delegado Afonso Lyra, diretor da DRACCO-TO e responsável pelo caso, esteve presente na ação em Pernambuco e, em entrevista coletiva, deu detalhes sobre a organização criminosa especialista em fraudar concurso público através da “contratação de concurseiro profissional” para fazer as provas.

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Também foram cumpridos mandados nos estados da Paraíba, Pará e Goiás, além do Distrito Federal.

O esquema

O esquema criminoso consistia na substituição de candidatos regularmente inscritos por terceiros, conhecidos dentro do esquema como “pilotos”, que realizavam as provas em nome dos candidatos originais mediante pagamentos.

Entre os alvos de mandados de prisão, segundo a Polícia Civil do Tocantins, há cinco candidatos ao concurso que são suspeitos de contratar os serviços do grupo criminoso.

Os outros três homens são apontados como integrantes da organização criminosa que realizaram as provas no lugar dos candidatos.

Um deles é agente socioeducativo no Distrito Federal, outro é um policial rodoviário federal lotado em Marabá, no Pará e o terceiro é um ex-policial militar do estado da Paraíba, que atualmente se encontra excluído da corporação por envolvimento em outros crimes.

A investigação teve início após o compartilhamento de informações pela Polícia Militar do Estado do Tocantins, por meio da Comissão Organizadora do Concurso e da Corregedoria da PM/TO, que identificaram indícios de irregularidades no certame.

Desde então, houve atuação integrada entre as forças de segurança, com troca de dados, análises técnicas e apoio institucional, fundamentais para o avanço das diligências.

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