O ator Stênio Garcia move uma ação judicial contra as filhas, Cássia Piovesan e Gaya Piovesan, em um processo que envolve a posse de um imóvel de alto valor na zona sul do Rio de Janeiro. Segundo informações divulgadas pela colunista Fábia Oliveira, do portal Metrópoles, o valor atribuído à causa é de R$ 2,5 milhões.
De acordo com a publicação, a ação foi protocolada em outubro de 2025 e tem como objeto um apartamento localizado em Ipanema. No processo, o ator sustenta que detém o direito de usufruto vitalício do bem, o que lhe garantiria o uso e a administração do imóvel ao longo de sua vida.
Segundo os autos, Stênio Garcia afirma que as filhas permanecem na posse do apartamento e se recusam a desocupá-lo, o que, na avaliação dele, configura violação ao direito de usufruto. O artista também relata que não obteve sucesso em tentativas de resolução extrajudicial.
Ainda conforme a reportagem, o ator menciona ter enfrentado redução significativa de renda após o encerramento de seu contrato com a TV Globo, passando a depender exclusivamente da aposentadoria. No processo, ele associa esse contexto à dificuldade de arcar com despesas pessoais, incluindo custos com saúde.
Relato de abandono
A ação inclui ainda declarações de ordem pessoal. O ator afirma não receber apoio financeiro das filhas para despesas médicas e relata afastamento no convívio familiar. Ele também sustenta que vem sendo impedido de exercer plenamente o direito sobre o imóvel, o que, segundo argumenta, intensifica sua situação de vulnerabilidade.
Pedidos à Justiça
Entre os principais pedidos, Stênio Garcia requer o reconhecimento formal do usufruto vitalício e a imissão na posse do imóvel — medida que, se concedida, pode resultar na retirada das atuais ocupantes.
O ator também solicita indenização por perdas e danos, a ser calculada com base no período em que o bem teria sido utilizado exclusivamente pelas filhas e no potencial de rendimento com eventual locação.
Um pedido de tutela de urgência para retomada imediata do imóvel foi apresentado, mas acabou indeferido.
O processo segue em curso e, até o momento, não há registro de manifestação da defesa de Cássia e Gaya. Em razão da idade do autor, 94 anos, a ação tramita com prioridade.