
Comissário europeu critica falta de resposta de Infantino e cita tensões globais como preocupação.
A União Europeia elevou o tom contra a Fifa ao cobrar garantias de segurança para a Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, México e Canadá. Em entrevista ao Politico, o comissário europeu para o Esporte, Glenn Micallef, fez críticas diretas à gestão do presidente da entidade, Gianni Infantino, e afirmou que ele “precisa fazer um melhor trabalho”.
De acordo com o jornal português A Bola, a principal preocupação envolve a segurança de torcedores europeus que devem viajar para o torneio, especialmente diante da escalada de tensões internacionais e do fato de os Estados Unidos — um dos países-sede — estarem envolvidos em conflitos recentes.
O comissário revelou ter se reunido com Infantino em Bruxelas no mês passado, quando solicitou garantias formais sobre a proteção dos fãs. No entanto, afirmou que não houve retorno por parte da entidade.
— Pedi que garantisse a segurança daqueles que viajarão para o Mundial. Não houve qualquer tipo de resposta — disse.
Com o agravamento do cenário global, a União Europeia voltou a insistir no tema, reforçando a necessidade de medidas concretas de segurança e ordem pública durante o evento, que contará com 48 seleções — sendo 16 europeias.
Além do contexto geopolítico, outras questões aumentam a preocupação. A presença de agentes do serviço de imigração dos Estados Unidos (ICE) no esquema de segurança do torneio gera apreensão após episódios recentes de violência no país. No México, a situação de segurança em regiões como Jalisco, onde serão disputadas partidas, também é monitorada com atenção.
Em resposta, a Fifa afirmou que a segurança é sua “máxima prioridade” e disse confiar na atuação conjunta dos governos anfitriões para garantir um ambiente seguro durante o torneio.
Ainda assim, Micallef indicou insatisfação com a condução do tema:
— Digamos que há espaço para mais clareza — afirmou.
O comissário também criticou a aproximação da Fifa com o chamado “Board of Peace for Gaza”, iniciativa apoiada pelo ex-presidente dos Estados Unidos Donald Trump. A parceria, que prevê investimentos de cerca de 65 milhões de euros em infraestrutura esportiva na região, gerou desconforto na Europa.
— A Fifa tem muito que explicar sobre isso. Preferiria parcerias com organizações multilaterais como Unesco e Unicef — disse.
Outro ponto sensível levantado por Micallef é a possível reaproximação da Rússia com competições internacionais. Para ele, permitir a participação de países envolvidos em conflitos pode representar riscos não apenas políticos, mas também de segurança.
— A participação de países que estão em guerra levanta preocupações legítimas — afirmou.
Ceará Sesporte inicia etapa estadual do Campeonato Intermunicipal de Futebol neste final de semana
Ceará Arena Castelão recebe 2ª edição da Aliança Nordeste de Bocha Paralímpica 2026
Ceará Sesporte divulga boletim da etapa Macro Regional dos Jogos Escolares do Ceará Mín. 18° Máx. 27°