"A Rússia é o agressor. Zelensky é um líder de guerra cujo país foi invadido, e todos nós deveríamos apoiá-lo e não bajular Putin", declarou o primeiro-ministro do Reino Unido na Câmara.
Discursando na Câmara dos Comuns na segunda-feira, 3 de março, o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, disse que Washington continua vital para quaisquer esforços europeus para garantir a paz na Ucrânia e que o Reino Unido “nunca escolherá entre nenhum dos lados do Atlântico”.
O primeiro-ministro disse que não acredita que Washington retirará apoio militar à Ucrânia.
Questionado sobre os relatórios de hoje de que Donald Trump estava considerando a opção, Keir Starmer respondeu: “Pelo que entendi, essa não é a posição deles.”
Starmer, porém, deixou claro aos parlamentares que “a Rússia é o agressor” e Volodymyr Zelensky não fez nada de errado.
Respondendo a perguntas dos parlamentares, ele disse: “A Rússia é o agressor. Zelensky é um líder de guerra cujo país foi invadido, e todos nós deveríamos apoiá-lo e não bajular Putin.”
Isso acontece depois que Donald Trump e seus aliados se recusaram nas últimas semanas a rotular Vladimir Putin como o agressor na guerra e sugeriram que Zelensky era o culpado pelo conflito de três anos.
A Itália rejeitou parcialmente a proposta do presidente francês, Emmanuel Macron, para uma trégua de um mês na Ucrânia, dizendo que os planos eram “prematuros”.
“Acredito que tudo deve ser feito em conjunto, Europa e Estados Unidos, sentados à mesa com Ucrânia e Rússia para chegar a uma paz justa e especialmente duradoura”, disse Antonio Tajani, ministro das Relações Exteriores da Itália, na segunda-feira, 3 de março
“Portanto, ainda é prematuro ver o que fazer, como fazer”, acrescentou.
Após uma cúpula de paz de emergência em Londres no domingo, 02, Macron revelou que pretendia propor um cessar-fogo de um mês na Ucrânia “no ar, no mar”, e que soldados europeus seriam mobilizados apenas como parte de uma segunda fase de uma potencial trégua.
No domingo, Giorgia Meloni disse que o Reino Unido e a França forneceram ideias fortes sobre um plano de paz na Ucrânia, mas repetiu suas preocupações sobre o envio de tropas europeias para a Ucrânia.
França, Grã-Bretanha e outros países europeus se ofereceram para enviar tropas de manutenção da paz para a Ucrânia no caso de um cessar-fogo, mas dizem que, para tanto, precisariam do apoio dos EUA.
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