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Dois carnívoros extintos há 325 milhões de anos foram descobertos em forma de fósseis na caverna mais longa do mundo
Dois carnívoros extintos há 325 milhões de anos foram descobertos em forma de fósseis na caverna mais longa do mundo
11/03/2026 15h59
Por: Redação Fonte: Agência Revista Oeste

Dois carnívoros extintos há 325 milhões de anos foram descobertos em forma de fósseis na caverna mais longa do mundo.

 

Explorar a caverna mais longa do planeta revelou um tesouro geológico aterrorizante escondido nas rochas escuras. Paleontólogos americanos encontraram restos perfeitamente preservados de dois predadores marinhos pré-históricos que nadavam no continente muito antes da formação dos dinossauros, provando que o fundo da terra ainda guarda segredos formidáveis.

Como os fósseis desses carnívoros foram parar dentro de uma caverna?

A equipe da Universidade do Alabama identificou duas novas espécies de tubarões pré-históricos no Parque Nacional Mammoth Cave, localizado no estado do Kentucky, nos Estados Unidos. Essa caverna gigantesca e labiríntica possui impressionantes 686 quilômetros de passagens mapeadas pelos cientistas.

Os animais viveram há mais de 325 milhões de anos durante o período Carbonífero. Naquela época geológica, a região da América do Norte era coberta por um vasto oceano tropical raso, existindo muito antes da formação do supercontinente Pangeia e do próprio ecossistema terrestre como o conhecemos hoje.

Naquela época geológica, a região da América do Norte era coberta por um vasto oceano tropical raso, existindo muito antes da formação do supercontinente Pangeia e do próprio ecossistema terrestre como o conhecemos hoje

Quais são as espécies de tubarão identificadas na caverna americana?

As duas espécies foram batizadas oficialmente e surpreenderam a biologia. A primeira é o Troglocladodus trimblei, uma espécie marinha inteiramente nova para a ciência. A segunda é o Glikmanius careforum, cujo gênero de predadores já era conhecido mundialmente pelos pesquisadores.

O encontro dos dentes no interior da caverna americana empurrou a origem desse segundo grupo para 50 milhões de anos antes do que a paleontologia estimava. Os pesquisadores concluíram que esses predadores ativos mediam entre 3 e 3,6 metros de comprimento e caçavam peixes menores e ortocones (os antigos ancestrais das lulas atuais).

O que tornou a preservação dos fósseis na caverna tão excepcional?

A preservação de material orgânico em sítios ao ar livre sofre com a destruição climática. No entanto, o ambiente subterrâneo é estável em temperatura e umidade, operando quase sem oxigênio e totalmente protegido da erosão das chuvas e dos ventos ao longo dos milênios.

Essas condições perfeitas permitiram conservar não apenas ossos, mas raras impressões de pele com dentículos dérmicos. O pesquisador líder John-Paul Hodnett relatou que os dentes pareciam ter acabado de sair da boca do animal, exigindo que a equipe precisasse rastejar por quase meio quilômetro em túneis apertados para alcançar a rocha.

O pesquisador líder John-Paul Hodnett relatou que os dentes pareciam ter acabado de sair da boca do animal, exigindo que a equipe precisasse rastejar por quase meio quilômetro em túneis apertados para alcançar a rocha

Quantas espécies pré-históricas já foram encontradas nessa caverna?

Desde o início do Inventário de Recursos Paleontológicos conduzido pelo Serviço Nacional de Parques dos EUA, o local tem se provado um cemitério marinho riquíssimo. A revista Forbes documentou que o complexo já produziu o registro de mais de 70 espécies de peixes antigos perfeitamente identificados.

Para entender a dimensão desse sítio arqueológico profundo e observar os detalhes do dente cravado na pedra escura, o canal Curiosidades com VDZ, que educa 1,76 mil inscritos sobre paleontologia, detalhou as imagens da expedição científica. Acompanhe a análise visual do achado:

Como a nova espécie descoberta reescreve a história da caverna?

Em junho de 2025, uma quinta espécie inédita foi formalmente descrita pelos cientistas. Batizado de Macadens olsoni, esse fóssil específico data de uma janela entre 335 a 340 milhões de anos, consolidando a rede de túneis como uma fonte inesgotável de respostas sobre a vida na Terra.

Uma publicação científica detalhada no portal Live Science organizou as principais descobertas de tubarões feitas no complexo geológico até o momento: