
Relação entre Lula e o presidente do Senado sofreu um afastamento após a indicação de Jorge Messias ao STF e recentes atritos entre governo e a Casa Alta.
Após um afastamento no ano passado, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) conversou com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), por telefone e alinharam um encontro para os próximos dias.
A principal pauta da conversa presencial deve ser sobre os atritos do governo com a Casa Alta e a indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal, anunciada em 2025 mas paralisada desde então.
Outro tema importante para os líderes será discutir a situação do governo no Senado, já que Alcolumbre rompeu relação com o líder do governo na Casa, Jaques Wagner (PT-BA), ocorrida justamente por um imbróglio envolvendo a indicação de Messias.
A conversa entre Lula e Alcolumbre servirá como um termômetro para o petista medir o grau de aceitação de Messias no Senado e se é viável prosseguir com a indicação. Em 134 anos de história do Supremo Tribunal Federal, apenas cinco nomes foram barrados pelo Senado, todos em 1894. A ideia de que uma indicação de Lula possa romper o hiato traz preocupação para o governo em pleno ano eleitoral.
Na terça-feira (3), o presidente do Senado recusou um pedido para anular a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente e conhecido como Lulinha. A quebra dos sigilos foi aprovada pela CPMI do INSS na quarta-feira (26) por uma votação apertada. A solicitação partiu de parlamentares da ala governista, que acusaram suposta violação das normas regimentais durante a votação.
Embora a quebra de sigilo tenha sido suspensa pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, na quinta-feira (5), a reação de Alcolumbre reforçou o afastamento com o governo.
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