Levantamento aponta que, até o momento, escândalos do Master e dos descontos no INSS não afetaram a percepção dos brasileiros de forma significativa.
Uma nova pesquisa Datafolha mostra que a saúde e a segurança são as principais preocupações dos brasileiros a sete meses das eleições gerais no país. Um em cada cinco entrevistados (21%) citou como o principal problema do Brasil a saúde, tecnicamente empatada com a segurança (19%).
Os eleitores ainda apontaram receio com a economia (11%), seguida pela educação (9%) e pela corrupção (9%), em meio aos desdobramentos dos escândalos do banco Master e às investigações dos descontos irregulares no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
O Datafolha ouviu 2.004 pessoas de 16 anos ou mais em todo o Brasil antes da revelação, pela colunista do GLOBO Malu Gaspar, de conversas entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro horas antes da prisão do banqueiro.
No levantamento, os entrevistados foram instados a indicar a intenção de voto, como avaliam o governo e também responderam à pergunta: “Considerando as áreas que são de responsabilidade do governo federal, na sua opinião qual é o principal problema do país hoje?”. A resposta deveria ser única e espontânea.
Segundo o Datafolha, em setembro de 2023, a corrupção, a roubalheira ou a desonestidade foram citados por 6% como principal problema do Brasil. De lá para cá, o número sempre oscilou dentro da margem de erro.
Embora ainda não tenham repercutido de forma significativa na percepção do brasileiro, o caso Master e suspeitas de ligação do empresário Fábio Luís Lula da Silva, filho do presidente Lula (PT), com o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o “Careca do INSS”, já acirram troca de ataques entre governistas e bolsonaristas na pré-campanha.
Os dados da pesquisa mostram que a preocupação com corrupção é menor entre os que declaram voto em Lula (4%) em relação aos que declaram voto em Flávio Bolsonaro (PL) (14%).
Ainda de acordo com o Datafolha, a corrupção foi citada como a principal corrupção no segundo mandato de Dilma Rousseff (PT), com 34% e 37%. No primeiro mandato dela, a moralidade como principal problema foi de 3% a 14%, mas bem atrás da saúde, que marcava 31% a 38%. Já no governo de Michel Temer, a corrupção como principal problema despencou de 32%, em 2016, a 20%, em 2018. O dado se estabilizou em um dígito, na variação entre 3% e 9%, a partir do governo de Jair Bolsonaro.
A margem de erro da pesquisa Datafolha é de dois pontos percentuais, e o nível de confiança, de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-03715/2026.