Dispositivos recolhidos na segunda prisão do empresário serão periciados e podem ampliar apurações conduzidas pelo STF.
A Polícia Federal apreendeu três celulares do empresário Daniel Vorcaro durante a operação que levou à sua nova prisão na última quarta-feira (4). A medida foi autorizada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável pelas investigações relacionadas ao Banco Master.
Os aparelhos serão submetidos à perícia e integrados ao conjunto de dispositivos já apreendidos anteriormente com o banqueiro. O material passa agora por triagem técnica para identificar eventuais informações relevantes para o inquérito.
Até o momento, investigadores ainda não sabem se os dados armazenados nesses novos celulares trazem elementos adicionais em relação ao conteúdo encontrado no aparelho que Vorcaro utilizava quando foi detido pela primeira vez.
A nova prisão do empresário ocorreu após análise de conversas obtidas pela Polícia Federal em aplicativos de mensagens. Segundo os investigadores, os diálogos indicariam tentativas de acesso indevido a sistemas do Ministério Público Federal.
Segundo a apuração, o objetivo seria obter documentos sigilosos ligados a investigações contra o próprio empresário. As mensagens também mencionariam monitoramento de adversários e referências a possíveis ações contra um jornalista.
Esses indícios levaram à nova ordem de prisão no âmbito das apurações conduzidas pelo STF.
Em nota divulgada neste sábado (7), os advogados de Vorcaro afirmaram ter solicitado acesso integral aos dados extraídos dos celulares apreendidos.
Segundo a defesa, o pedido foi apresentado ao STF no dia 16 de fevereiro e ganhou importância após a divulgação pública de mensagens atribuídas ao empresário.
“O objetivo é permitir a análise independente por assistente técnico da defesa, conforme previsto na legislação processual, garantindo que a prova digital seja examinada com transparência, integridade e respeito ao devido processo legal”, disseram os advogados.