
Com o objetivo de otimizar a aplicação de políticas públicas no combate à violência contra a mulher, a Secretaria da Mulher, Pessoa com Deficiência e Igualdade Racial de Rio Preto deu início ao cruzamento de três bancos de dados: o Sistema de Assistência Social (SAS) Mulher, a ferramenta desenvolvida pela Empro Tecnologia e Informação (Empresa Municipal de Processamento de Dados) em parceria com a Universidade de São Paulo (USP) e os dados gerados pela própria pasta.
O SAS Mulher tem como base os dados vindos do Desenvolvimento Social. Já o painel de controle (dashboard) da Empro é alimentado pelo Sistema de Informações Criminais (Infocrim), da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo. Além disso, há os relatórios gerados a partir dos atendimentos nos Centros de Referência de Atendimento à Mulher (CRAMs) 1 e 2, vinculados à Secretaria da Mulher.
“A partir desse cruzamento, com dados quantitativos e qualitativos, a Secretaria consegue um panorama territorializado da violência contra a mulher em São José do Rio Preto. Os dados cruzados vão proporcionar a tomada de ações mais assertivas e consequentemente embasar políticas públicas ainda mais eficientes”, afirma a secretária Rosicler Quartieri.
Em janeiro, foram realizados 908 atendimentos na Secretaria da Mulher, Pessoa com Deficiência e Igualdade Racial, com 668 mulheres atendidas e 350 buscas ativas. Em fevereiro, até o dia 20, já foram realizados 731 atendimentos, referentes a 441 mulheres. Em 2025, foram quase 14 mil atendimentos somente no CRAMs.
Do início do ano até o dia 20 de fevereiro, oito mulheres e 12 crianças foram abrigadas. A Casa Abrigo fica em local sigiloso e acolhe mulheres vítimas de violência doméstica que estejam em risco iminente de morte, além de seus dependentes. O local oferece moradia e atendimento integral à mulher, por período determinado.
“Os Centros de Referência e Atenção à Mulher acolhem e escutam as mulheres. Nossas equipes são formadas por psicólogas, assistentes sociais e advogadas. Se a mulher tiver uma dúvida, se ainda não se sentir preparada, fortalecida o suficiente para fazer o boletim de ocorrência, nós estamos aqui para orientar, para fortalecer e estar junto na sua tomada de decisão. Não condicionamos o nosso atendimento a que ela tome nenhuma decisão. A gente está aqui, junto com ela na tomada de decisão”, afirma a psicóloga da Secretaria da Mulher, Janaina Darli.
O dashboard da Empro reúne e organiza informações de boletins de ocorrência para identificar dias, horários e regiões com maior incidência de crimes, o que permite a mobilização intersetorial no combate à violência contra a mulher. “O SAS Mulher vai nos prover de dados qualitativos e, a partir desse cenário, conseguimos direcionar os serviços, principalmente após a vinda do CRAM Móvel”, completa Rosicler.
O veículo foi adquirido com emenda de R$ 500 mil do deputado estadual Valdomiro Lopes. O CRAM Móvel vai percorrer os bairros para reforçar a rede de proteção à mulher vítima de violência.
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