Friday, 24 de April de 2026
21°

Tempo nublado

Caruaru, PE

Polícia Rio de Janeiro

Adilsinho é preso em operação conjunta da PF e Civil em Cabo Frio

Adilsinho é preso em operação conjunta da PF e Civil em Cabo Frio

26/02/2026 às 11h31
Por: Redação Fonte: Agência O Dia
Compartilhe:
Adilsinho é preso em operação conjunta da PF e Civil em Cabo Frio

Adilsinho é preso em operação conjunta da PF e Civil em Cabo Frio.

 

Integrante da cúpula do jogo do bicho e chefe da 'máfia dos cigarros', ele era um dos criminosos mais procurados do país.

Rio - O contraventor Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, foi preso na manhã desta quinta-feira (26) em uma residência em Cabo Frio, na Região dos Lagos, durante uma operação em conjunto das polícias Federal e Civil. Integrante da cúpula do jogo do bicho e maior produtor e distribuidor de cigarros falsificados do estado, ele era um dos criminosos mais procurados do país.

Continua após a publicidade
Anúncio

A prisão foi realizada após levantamento de dados e informações de inteligência desenvolvidas no âmbito da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO) e contou com o apoio do Serviço Aeropolicial e do Ministério Público Federal (MPF). A ação visa desmantelar uma organização criminosa armada e transnacional, especializada no comércio ilegal de cigarros por meio do domínio de regiões e da imposição de violência e medo.

Contra Adilsinho havia um mandado de prisão em aberto expedido pela Justiça Federal, além de outro pela Justiça Estadual por homicídio. Em um dos inquéritos, ele é apontado como mandante do assassinato de Fabrício Alves Martins de Oliveira, morto a tiros em um posto de combustíveis em Campo Grande, na Zona Oeste, em outubro de 2022.

O contraventor foi levado de helicóptero à Superintendência Regional da PF no Centro do Rio, e, posteriormente, será encaminhado ao sistema prisional do estado.

Continua após a publicidade
Anúncio

Veja imagens da prisão:

Para o secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, a ação demonstra a força do trabalho integrado e da inteligência policial.

"Essa prisão mostra que inteligência e integração dão resultado. A Polícia Civil, dentro da FICCO, atua de forma cirúrgica para atingir o topo das organizações criminosas, enfraquecer o poder econômico do crime e proteger a população. O Rio de Janeiro não será território seguro para o crime organizado."

Quem é Adilsinho?

Patrono da escola de samba Acadêmicos do Salgueiro, o contraventor foi um dos alvos da operação da Polícia Federal contra uma quadrilha especializada no comércio ilegal de cigarros, em março de 2025. A ação terminou com 12 presos, mas ele não havia sido localizado.

Ele é dono de uma distribuidora de cigarros e charutos e também apontado como líder de um grupo que monopolizou a venda de cigarros em diferentes pontos do Rio. De acordo com investigações, entre setembro de 2019 e fevereiro de 2020, o bando obteve um lucro de mais de R$ 9 milhões.

Em 2024, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva de Adilsinho por suspeita de ter mandado matar o miliciano Marco Antônio Figueredo Martins, conhecido como Marquinho Catiri, e o seu comparsa, Alexsandro José da Silva, o Sandrinho. O crime aconteceu na comunidade da Guarda, na Zona Norte, em 2022.

Segundo investigações, o homicídio foi motivado por uma disputa na contravenção. Catiri, que controlava a milícia que atua em comunidades de Del Castilho e Inhaúma, na Zona Norte, estava ligado ao rival do contraventor, Bernardo Bello.

Já a morte de Fabrício Alves Martins de Oliveira, em 2022, estaria relacionada às disputas entre criminosos que comercializam cigarros contrabandeados ou fabricados em território nacional sem autorização do órgão competente. Além de armas de grosso calibre, incluindo fuzis, os assassinos a mando de Adilsinho usaram trajes semelhantes a fardas de policiais para enganar a vítima.

Investigações apontam ainda que a organização criminosa tem envolvimento na morte de Fábio Leite, morto próximo ao Cemitério de Inhaúma, na Zona Norte, ao sair do enterro de Fabrício, que era seu sócio.

 
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários