
Participação em Conselho da Paz reacende debate sobre neutralidade olímpica.
A presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI), Kirsty Coventry, afirmou que a entidade está investigando se o membro do COI e presidente da Fifa, Gianni Infantino, violou a neutralidade política exigida pela Carta Olímpica ao participar da reunião inaugural do chamado Conselho da Paz, criado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em Washington D.C. na última quinta-feira.
O encontro teve a presença de líderes políticos, e Infantino — que também é membro do COI — surgiu diante das câmeras usando um boné vermelho com a inscrição “USA” e os números “45-47”, em alusão aos mandatos não consecutivos de Trump. Durante o evento, ele anunciou que a FIFA havia assinado um acordo de parceria com o Conselho da Paz, com foco em planos de reconstrução de infraestrutura esportiva em Gaza.
A Carta Olímpica estabelece que os membros do COI devem agir de forma independente de interesses políticos e comerciais e não podem aceitar “mandatos ou instruções de governos, organizações ou outras partes que possam interferir na liberdade de suas ações e votos”.
Coventry, falando durante os Jogos Olímpicos de Inverno em Milão-Cortina, afirmou que não sabia da participação de Infantino no evento até ser questionada pela imprensa. Ela disse que o COI retornará ao caso para avaliar a suposta assinatura de documentos relacionados ao encontro, e que a abordagem de neutralidade política é essencial para manter a justiça no esporte.
A participação de Infantino tem gerado debate no meio esportivo e político, já que seu papel combina liderança da Fifa, organização que coorganiza a Copa do Mundo de 2026 com os EUA — país anfitrião ao lado de Canadá e México — e membro do COI que jurou neutralidade política.
Em resposta às críticas, o COI afirmou que a presença do presidente da FIFA na reunião não configuraria uma violação da neutralidade política da Carta Olímpica, destacando que a colaboração entre a FIFA e o Conselho da Paz focada no desenvolvimento esportivo e humanitário em Gaza se alinha com o papel de uma federação esportiva internacional.
O acordo anunciado por Infantino durante o encontro com Trump inclui a construção de mais de 50 campos de futebol menores próximos a escolas e áreas residenciais, cinco campos de tamanho oficial em diferentes distritos de Gaza, uma academia de futebol da Fifa e um estádio nacional com capacidade para 20 000 pessoas
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