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Michelle reage a fala de Lula sobre carnaval e evangélicos: “As máscaras caem”
Michelle reage a fala de Lula sobre carnaval e evangélicos: “As máscaras caem”
23/02/2026 11h53
Por: Redação Fonte: infomoney

Michelle reage a fala de Lula sobre carnaval e evangélicos: “As máscaras caem”.

 

Ex-primeira-dama criticou tentativa de Lula em se desvencilhar das escolhas feitas pela escola de samba para o desfile em sua homenagem.

A ex-primeira-dama e presidente Michelle Bolsonaro (PL) reagiu à declaração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a polêmica envolvendo a ala “neoconservadores em conserva”, presente no desfile da escola de samba Acadêmicos de Niterói. Durante coletiva na Índia, Lula afirmou que não pensava os sobre carros alegóricos e apenas aceitou a homenagem da escola.

“Eu não sou carnavalesco. Eu não fiz o samba-enredo. Não cuidei dos carros alegóricos. Eu fui apenas homenageado em uma música maravilhosa”, afirmou Lula durante entrevista coletiva em Nova Délhi, na Índia.

Segundo o presidente, o enredo foi uma homenagem à saga de sua mãe e não cabia a ele dar palpite sobre o desfile, apenas aceitar ou não a homenagem. “Foi uma pena que a minha mãe já tivesse morrido e não ouvisse a música. A música é, na verdade, uma homenagem à minha mãe.”

Em uma publicação no Instagram, Michelle compartilhou a declaração de Lula com o comentário “Não pensa, não é o carnavalesco, não fez o samba-enredo, não cuidou dos carros alegóricos. Teve anuência da chacota e do escárnio e, mesmo assim, não se opôs. Ainda diz que foi extraordinário. Não adianta. As máscaras caem, a podridão é exposta e a verdade sempre prevalece”.

Foto: Reprodução/ Instagram

A alegoria “neoconservadores em conserva” representou a chamada “família tradicional” — representada por um casal heterossexual com filhos — dentro de uma lata de conserva em fantasias pela Marquês Sapucaí.

Na mesma alegoria, também apareceram figuras associadas a evangélicos, militares e mulheres brancas. A cena provocou reação imediata de parlamentares e lideranças ligadas a pautas conservadoras, que apontam que a encenação teria ultrapassado o campo da sátira social e atingido a fé cristã.

A ala tem sido criticada até por parte do governo. Nesta semana, o vice-presidente nacional do PT, Washington Quaquá, defendeu que quem quer governar o país “precisa entender o Brasil real” e a sigla “não pode deixar de dialogar com quem é conservador nos costumes”.

Dados da pesquisa Ideia, divulgada quatro dias após a passagem da escola pela Avenida, mostraram que 61,1% dos evangélicos acreditam que houve ofensa ou preconceito na ala, enquanto 34,3% classificaram o desfile como uma “ofensa à liberdade religiosa” e 26,8% disseram que se tratou de uma “representação preconceituosa”.