
Visitas fazem parte do Programa de Vigilância Baseada em Risco (PVBR) e já percorreu, até o momento, 40 propriedades

Fotos: Divulgação/Adaf
A Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) deve visitar, no primeiro semestre de 2026, 466 propriedades rurais, inspecionando rebanhos e intensificando as ações de educação sanitária, junto aos produtores, para manter o status sanitário de livre de febre aftosa sem vacinação. A ação faz parte do Programa de Vigilância Baseada em Risco (PVBR) e já percorreu, até o momento, 40 propriedades.
A vigilância é fundamental para detectar precocemente uma reintrodução da febre aftosa, doença de rápida disseminação e que exige respostas imediatas para controle e erradicação. Atualmente, o Amazonas é reconhecido como livre sem vacinação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), mas ser livre sem vacinação não é o mesmo que estar imune, ressalta a fiscal agropecuária médica veterinária Fernanda Rech, que coordena o PVBR no âmbito do Programa Nacional de Vigilância Para Febre Aftosa (Pnefa) no Amazonas. “O programa foi estruturado para gerenciar e mitigar os riscos de reintrodução da febre aftosa no estado, priorizando a vigilância em áreas de maior vulnerabilidade”, destaca.


Fotos: Divulgação/Adaf
Para garantir a sanidade dos rebanhos, a Adaf vem incrementando e intensificando as ações de vigilância ativa baseadas em risco nas propriedades rurais, bem como na fiscalização do trânsito de produtos e animais. No ano passado, foram realizadas 391 vigilâncias no primeiro semestre e 363 no segundo. A escolha das propriedades visitadas é baseada em critérios específicos de risco.
Até junho deste ano, servidores da agência devem percorrer 466 propriedades distribuídas nos 62 municípios do Amazonas. “A eficácia dessa vigilância depende da participação dos produtores rurais, que são fundamentais para a detecção precoce e prevenção da febre aftosa. Por isso, a Adaf busca fortalecer essa participação, através da educação sanitária contínua, incentivando a notificação de suspeitas e a adoção de medidas preventivas”, afirma Fernanda.

Os principais sintomas da doença são febre e lesões na boca, narinas, focinho, patas ou tetas. Os sinais clínicos típicos incluem depressão, perda de apetite, salivação excessiva, corrimento nasal, diminuição da produção de leite, claudicação (manqueira) e dificuldade de locomoção. Qualquer suspeita deve ser informada imediatamente à Adaf, em uma unidade local, pelo e-Sisbravet (no site www.adaf.am.gov.br) ou pelo telefone (92) 99255-5409.
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