
Presidente também destacou que conteúdos falsos manipulados por IA afetam processos eleitorais e colocam em risco a democracia.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta quinta-feira (19), em seu primeiro discurso da viagem à Índia, que a governança global da Inteligência Artificial assume um papel estratégico para enfrentar o que considerou “práticas extremamente nefastas” e que colocam a democracia “em risco”.
Em declarações feitas na cúpula sobre o impacto da IA em Nova Délhi, Lula disse que a inovação tecnológica tem criado um impacto positivo para a sociedade, mas que também pode fomentar práticas como o “emprego de armas autônomas, discursos de ódio, desinformação, pornografia infantil, feminicídio, violência contra mulheres e meninas e precarização do trabalho”.
Além disso, destacou que conteúdos falsos manipulados por inteligência artificial afetam processos eleitorais e colocam em risco a democracia.
Lula sugeriu que uma regulamentação das Big Techs poderia ser aplicada pela Organização das Nações Unidas para proteger os direitos humanos na esfera digital, promover a integridade da informação e proteger as indústrias criativas. Ele acrescentou que atualmente os dados gerados “estão sendo apropriados por poucos conglomerados sem contrapartida equivalente”.
“O regime de governança dessas tecnologias definirá quem participa, quem é explorado e quem ficará à margem desse processo.”
Lula afirmou que as capacidades tecnológicas permanecem concentradas em poucos países e empresas, e que a inteligência artificial poderá aprofundar desigualdades históricas se não houver “ação coletiva”.
Política PT lança candidatura de Fernando Haddad ao governo de São Paulo
Política Um terço dos partidos explicou controle de emendas parlamentares
Política Só um terço dos partidos explicou controle de emendas parlamentares Mín. 17° Máx. 22°