Brasileiro denunciou ter sido chamado de "macaco" por Gianluca Prestianni, e o confronto de ida da repescagem ficou paralisado por dez minutos.
Vini Jr se tornou o segundo maior artilheiro brasileiro na História da Champions League, ao marcar o gol da vitória do Real Madrid sobre o Benfica por 1 a 0, nesta terça-feira (17), pelo jogo de ida da fase de repescagem. O camisa 7 foi autor de uma bela jogada, no início do segundo tempo, que decidiu um confronto tumultuado e que chegou a ser paralisado por conta de protocolo de racismo.
A denúncia veio por parte do brasileiro logo após marcar no Estádio da Luz. A comemoração, feita na bandeirinha de escanteio próxima à torcida portuguesa, gerou confusão e fez Vini levar cartão amarelo do árbitro francês François Letexier. Depois, ele denunciou que o atacante argentino Gianluca Prestianni o teria chamado de “mono” (“macaco”, em espanhol), falando por baixo da camisa.
A partida ficou paralisada por cerca de dez minutos enquanto o protocolo antirracismo havia sido ativado e uma confusão generalizada se desenrolava no gramado entre os times e as comissões técnicas. Vini e outros jogadores do Real Madrid foram hostilizados até o final, em uma partida na qual o futebol saiu de foco. O treinador do Benfica, José Mourinho, foi expulso nos últimos minutos.
Mesmo assim, Vini Jr alcançou um novo patamar histórico com o gol marcado contra o Benfica. Agora, ele tem 31 gols na História da Champions e passou Kaká (30) na artilharia de jogadores brasileiros. Na segunda posição, ele agora só está atrás de Neymar (43).
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