Marinilson Carneiro da Silva foi encontrado no sertão de Pernambuco neste sábado (14)..
Uma operação das Polícias Civis do Rio de Janeiro e Pernambuco resultou, neste sábado (14), na prisão de Marinilson Carneiro da Silva, cunhado do traficante Luiz Fernando da Costa, o Fernandinho Beira-Mar.
Marinilson era um dos grandes responsáveis pela compra e venda de drogas no Nordeste, e atuava diretamente na negociação com produtores de maconha do chamado Polígono da Maconha, no sertão de Pernambuco.
Ele foi encontrado nessa a região, no município de Carboró, e detido após estar foragido por anos, segundo noticiou o g1.
À imprensa, a Polícia Civil carioca afirmou que esta operação representa um “severo golpe” na estrutura do grupo criminoso liderado por Beira-Mar.
Conforme as investigações, o esquema comandando por Carneiro da Silva funcionava em duas frentes
A primeira era localizada em Mogi das Cruzes (SP) e organizava rotas que passavam pelo Centro-Sul do país, com conexões no Paraguai, Bolívia e Colômbia.
Já a segunda tinha base em Carboró, em Pernambuco, e atuava como receptora de cocaína para o Nordeste e distribuidora de maconha para Bahia, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Ceará, Pernambuco e Rio de Janeiro.
Nesse contexto, a Polícia aponta que Marinilson era o chefe da manutenção das rotas de tráfico, da negociação dos fornecedores e do controle de qualidade dos produtos ilícitos enviados para as comunidades cariocas.
As atividades ilegais realizadas por Marinilson Carneiro faziam parte de um esquema ainda maior da facção criminosa Comando Vermelho, cujo líder é indicado pelas autoridades como Fernandinho Beira-Mar.
Além de cunhado do traficante, Marinilson é irmão de Marcos José Monteiro Carneiro, conhecido como Periquito, preso pela Polícia Civil do Rio em 2017, em São Paulo.
Conforme a Polícia Civil do Rio, a presença de relações familiares é comum em operações criminosas como esta.
O Polígono da Maconha, onde Marinilson foi detido, é um território disputado por facções do Nordeste e Sudeste.
As rodovias BR-116, BR-232 e BR-316 atravessam a região e permitem o deslocamento da produção local de maconha.
A luta pelo controle dessa produção ilegal gera confronto entre grupos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), Comando Vermelho e o chamado Bonde do Maluco.