PF aponta indícios de crimes em mensagens que ligam Toffoli a banqueiro do Master.
A Polícia Federal identificou em conversas do celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, menções a um pagamento de R$ 20 milhões para um resort com participação do ministro do STF, Dias Toffoli, além de referências a serviços jurídicos prestados por sua ex-esposa, Roberta Rangel.
Segundo o Estadão, as mensagens obtidas pela PF mostram Vorcaro citando nominalmente Roberta Rangel em diálogos com outros interlocutores
O relatório aponta indícios de que ela teria atuado juridicamente para o Banco Master quando ainda era casada com Toffoli – o casal se separou em 2024. A investigação não confirmou se houve contrato formal entre ela e o banco.
O documento também menciona uma ordem de pagamento de R$ 20 milhões para um resort no qual Toffoli tinha participação através da empresa Maridt. A PF apontou possível existência de indícios de crimes nos fatos apurados.
Em nota oficial, o ministro declarou que “não é administrador nem gestor da Maridt” e que “sempre se declarou impedido de julgar causas” em que sua ex-esposa atuava. Anteriormente, Toffoli chamou as informações de “ilações”, negou amizade com Vorcaro e disse não ter recebido pagamentos do banqueiro, embora tenha confirmado ser sócio da empresa.
Após reunião dos dez ministros do STF na quinta-feira, 12, Toffoli aceitou deixar a relatoria do caso, transferida para André Mendonça.
O magistrado avaliou a conversa de forma positiva e afirmou que houve consenso entre todos os presentes: “Excelente. Tudo unânime”, declarou o ministro ao fim da sessão.
Com isso, foi extinto o processo que analisava eventual suspeição de Toffoli.
O relatório foi enviado ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que ainda não definiu as providências a serem adotadas. A defesa de Vorcaro não se manifestou.