
Vítimas não descartam ataque homofóbico.
Um médico e um advogado foram esfaqueados na noite de sábado, 7, na Rua da Consolação, região central de São Paulo, nas proximidades da Estação Higienópolis-Mackenzie do Metrô. Segundo a defesa dos jovens, as vítimas não descartam que o ataque tenha ocorrido por homofobia porque não houve anúncio de roubo. Os jovens, de 27 e 28 anos, preferiram não divulgar seus nomes.
A polícia tenta localizar os responsáveis pelo ataque, assim como esclarecer os fatos, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo. O caso foi registrado como tentativa de homicídio no 78º Distrito Policial – Jardins.
Conforme o boletim de ocorrência, policiais militares foram acionados via Copom para atender a uma ocorrência de agressão por volta das 20h15 de sábado. Ao chegarem ao local, encontraram duas vítimas na calçada, ambas feridas por golpes de faca.
Como o crime ocorreu
Segundo relato de uma das vítimas aos policiais, eles caminhavam quando foram surpreendidos por dois ou três homens desconhecidos, que desferiram os golpes. Ainda conforme o depoimento preliminar, não houve anúncio de assalto e as motivações do ataque são desconhecidas.
“O local da agressão conta com câmeras de segurança que podem ter registrado a ação. Até o momento, nenhum suspeito foi identificado. A perícia foi acionada e o caso será investigado pela Polícia Civil do Estado”, disse a SSP.
Segundo a secretaria, uma das vítimas apresentou ferimentos na cabeça e no pescoço, mas estava consciente. A outra sofreu ferimento grave no pescoço. Ambas foram encaminhadas para atendimento no Hospital das Clínicas.
Crime pode ter sido motivado por homofobia
A defesa dos jovens confirma que eles foram vítimas de agressão, enquanto retornavam de um passeio comum, sem qualquer indício de prática de crime patrimonial.
De acordo com as informações apuradas até o momento, não houve subtração de bens, anúncio de assalto ou qualquer outra circunstância que indique motivação econômica. “As vítimas foram surpreendidas e lesionadas de forma abrupta e injustificada”, acrescenta a defesa, representada pela advogada Ana Clara Valone.
Diante da dinâmica dos fatos e da ausência de motivação aparente, não se descarta a hipótese de crime motivado por discriminação, inclusive por orientação sexual, circunstância que será devidamente apurada no curso das investigações.
“As medidas judiciais cabíveis já estão sendo adotadas, incluindo requerimentos formais para aprofundamento das diligências investigativas, coleta e preservação de imagens, identificação de testemunhas, realização de perícias e demais providências necessárias à completa elucidação da materialidade e autoria delitiva”, acrescenta.
A defesa reforça que acompanhará rigorosamente o andamento das investigações, com o objetivo de assegurar a responsabilização criminal dos envolvidos e a devida reparação às vítimas.
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