
Regime de sociedade anônima permite que apenas diretores, que eram os irmãos de Toffoli, apareçam nos registros públicos.
A Maridt Participações foi criada em outubro de 2020 e opera sem revelar seus sócios. O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), não aparece nos registros públicos da empresa, mesmo tendo admitido ser sócio nesta quinta-feira.
Apenas os nomes dos irmãos do ministro, José Eugênio Toffoli e José Carlos Toffoli, aparecem como executivos nos registros da Maridt, que vendeu sua participação no Tayayá Aqua Resort, em Ribeirão Claro (PR), a um fundo de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. No STF, Toffoli é o relator da investigação que apura fraudes financeiras do Banco Master.
Segundo o registro da Junta Comercial de São Paulo (Jucesp), a empresa tem como sede uma casa em Marília (SP), onde vive José Eugênio Dias Toffoli, um dos irmãos do ministro Dias Toffoli. O GLOBO esteve na sede da empresa em janeiro e mostrou que se trata de uma casa simples no Jardim Universitário, um bairro de classe média de Marília, com a calçada quebrada e pintura desgastada, o que contrasta com o luxo do resort Tayayá.
Eugenio dividia a empresa com José Carlos Dias Toffoli, o Padre Carlão, outro irmão do ministro. Inicialmente, José Carlos era o diretor-presidente e José Eugênio ocupava o cargo de diretor da Maridt. Em março de 2023, entretanto, houve uma alteração na empresa para retirar José Carlos da presidência e colocar José Eugênio no posto, enquanto Igor Luiz Pires Toffoli, filho de Eugenio e sobrinho do ministro do STF, foi eleito como diretor. O capital social total da empresa declarado à Jucesp é de apenas R$ 150.
Segundo o contrato social, a empresa foi criada com o objetivo de ter “participação societária em outras sociedades empresárias ou não empresárias, como sócia, acionista ou cotista, no Brasil e no exterior”. Em todas as alterações que constam na Jucesp e no contrato social da Maridt, aparecem apenas José Eugenio e José Carlos como responsáveis pela empresa.
Por se tratar de uma sociedade anônima de capital fechado, porém, há a possibilidade de haver acionistas que recebem dividendos e não aparecem nos registros porque não são administradores do negócio.
Em nota, o ministro Dias Toffoli afirmou que faz parte do quadro societário, mas que não exercia nem exerce cargos administrativos na Maridt. O ministro citou a Lei Orgânica da Magistratura, que lhe permitiria integrar o quadro societário de empresas e dela receber dividendos, mas que veda a prática de atos de gestão na qualidade de administrador.
“A Maridt é uma empresa familiar constituída como sociedade anônima de capital fechado e administrada por parentes do ministro. Toffoli integra o quadro societário e, segundo sua assessoria, recebeu apenas dividendos, sem exercer funções de gestão, o que é permitido pela Lei Orgânica da Magistratura”, afirmou o ministro na nota.
Até 21 de fevereiro de 2025, a Maridt integrou o grupo Tayayá Ribeirão Claro. A saída do grupo ocorreu em duas etapas: em 27 de setembro de 2021, parte das cotas foi vendida ao Fundo Arllen; e, em 21 de fevereiro de 2025, o saldo remanescente foi alienado à empresa PHD Holding. De acordo com a nota do ministro, todas as operações foram realizadas a valor de mercado.
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