
A Prefeitura do Rio, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Clima (SMAC), inaugurou, nesta quarta-feira (11/2), a sede do Parque Natural Municipal Barra da Tijuca Nelson Mandela, na Zona Sudoeste. O novo espaço vai apoiar a gestão ambiental do parque, fortalecer as ações de educação ambiental e qualificar a visitação pública. Reconhecido como Unidade de Conservação da Natureza (UC) pelo Decreto Municipal nº 34.443/2011, o parque integra o bioma Mata Atlântica e tem como principal característica a vegetação de restinga, ecossistema típico das áreas costeiras.
A nova sede foi projetada para apoiar a gestão do parque e melhorar a experiência dos visitantes. O espaço conta com área dedicada à educação ambiental, salas de apoio para a Comlurb, Guarda Municipal e equipe de administração; além de sala de reuniões, área de convivência e banheiros. A estrutura também dá acesso a uma trilha que leva a um deque com vista para a Lagoa de Marapendi, onde foram plantadas espécies nativas como araçarana, cipó-bugi, mangue-branco e araticum-do-brejo.
O Parque Natural Municipal Barra da Tijuca Nelson Mandela está localizado no cordão arenoso externo da região, sobre um mosaico de formações arbustivas, com predominância de vegetação fechada de pós-praia. Nas margens da lagoa, há faixas de manguezal e áreas de formação arbórea inundável, parte delas impactadas por intervenções urbanas ao longo do tempo.
Presente à cerimônia de inauguração, a secretária Tainá de Paula destacou as características únicas do espaço:
– Uma das provocações que o prefeito Eduardo Paes me fez assim que eu assumi a pasta da secretaria foi dar uma olhada nessa área do Nelson Mandela. Eu vim aqui e achei absolutamente belíssimo. Mas gestão não se faz sem presença. Então, a gente finalmente tem uma sede deste parque. A sede física serve para suporte de visitação, turismo, lazer, contemplação e estudo, que é um dos maiores ativos da secretaria. A gente precisa abrir as portas desse parque para quem não conhece de fato esse ecossistema, que é um dos mais interessantes do Brasil. É muito raro você ver a Mata Atlântica tão próxima desse ambiente de restinga, com essa área de amortecimento. É um território único, que o Rio de Janeiro precisa explorar.
Ao seu lado, o secretário de Coordenação Governamental, Edson Menezes, reforçou a importância do trabalho realizado no Parque Nelson Mandela para deixar um legado na região. O subprefeito da Barra da Tijuca, Leandro Menezes, também esteve presente à inauguração da sede.
Fauna local
A fauna do parque é composta por espécies típicas de restinga e ambientes costeiros, com destaque para a diversidade de aves já registradas na área, como marreca-toicinho, mergulhão-caçador, tesourão, biguá, savacu, socozinho, garça-moura, garça-branca-grande, maria-faceira, garça-branca-pequena e gavião-carijó. Também foram identificadas espécies raras e ameaçadas de extinção, como a lagartixa-de-praia, o lagarto-de-cauda-verde, o jacaré-do-papo-amarelo e a borboleta-da-praia.
Unidades de Conservação
A cidade do Rio de Janeiro abriga importantes remanescentes do bioma Mata Atlântica, incluindo florestas, restingas e manguezais. A proteção desses ecossistemas ocorre por meio das Unidades de Conservação, conforme previsto na Lei Federal nº 9.985/2000, que instituiu o Sistema Nacional de Unidades de Conservação da Natureza (SNUC). As primeiras unidades municipais foram criadas no fim da década de 1980, com o objetivo de conciliar a preservação da biodiversidade com o planejamento urbano e a redução das pressões ambientais em áreas naturais inseridas na cidade.
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