Em nota, Wilson Lirmann, presidente do Grupo Volvo América Latina, justificou a decisão pela importância do mercado brasileiro. “Temos uma visão de longo prazo. Independente da conjuntura atual, o Brasil é um mercado estratégico para a Volvo. Por isso, estamos fazendo um novo ciclo de investimentos, desta vez de R$ 2,5 bilhões, o maior de nossa história no país”, declarou.
Juros limitam crescimento
O executivo atribuiu a retração do setor ao custo do financiamento. “Os juros altos encarecem o crédito e desestimulam as compras e a renovação das frotas. É um fator crucial que está freando o crescimento das empresas de transporte, inclusive reduzindo a sua competitividade”, afirmou.
A fabricante comercializou 20.053 caminhões acima de 16 toneladas no Brasil em 2025, ficando com 23% do mercado nacional. O total na América Latina chegou a 25.665 unidades. A Argentina registrou avanço expressivo, com 1.185 veículos vendidos, alta de 190% sobre 2024. A empresa também começou a exportar para o México.
O governo lançou em 2025 o Move Brasil, linha de financiamento com R$ 10 bilhões do BNDES e do Tesouro para renovação de frotas. As taxas ficam abaixo das praticadas no mercado. A Anfavea espera que os resultados do programa apareçam a partir de março.
