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HGE inaugura a primeira UTI exclusiva para adolescentes em Alagoas com 10 leitos

O objetivo é melhor responder às necessidades clínicas, psicológicas, de desenvolvimento e de segurança do paciente adolescente

03/02/2026 às 15h54
Por: Redação Fonte: Secom Alagoas
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Thallysson Alves / Ascom HGE -
Thallysson Alves / Ascom HGE -
Thallysson Alves / Ascom HGE

Mais uma vez, o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió, é pioneiro no lançamento de serviços especializados em Alagoas. Desde janeiro de 2026, os adolescentes têm uma área exclusiva para tratamentos intensivos multidisciplinares. É a primeira Unidade de Terapia Intensiva (UTI) Adolescente em Alagoas, resultado do desejo da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) em melhor assistir a essa parcela da população que também precisa de atenção especializada.

São 10 leitos para jovens entre 13 e 17 anos. Os atendimentos já iniciaram com 10 médicos exclusivos – sete clínicos e três pediatras especializados,  além das equipes de Enfermagem (técnicos e graduados), Nutrição, Fonoaudiologia, Terapia Ocupacional, Fisioterapia, Serviço Social, Psicologia e o suporte de farmacêuticos e outras especialidades médicas.

“Uma conquista baseada no nosso entendimento de que os adolescentes representam uma faixa etária com transição fisiológica e comportamental que difere tanto de crianças pequenas quanto de adultos. O objetivo é responder às necessidades clínicas, psicológicas, de desenvolvimento e de segurança do paciente adolescente que nem sempre são atendidas adequadamente em UTIs pediátricas ou adultas”, justificou o diretor médico, Miquéias Damasceno.

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As causas prevalentes de admissão em cuidados intensivos para adolescentes englobam tanto patologias típicas da infância (como as doenças respiratórias) quanto condições de adultos (como as intoxicações e os traumas complexos). Esse perfil heterogêneo justifica um modelo de cuidados que combine expertise pediátrica e adultos, com atenção específica às características das doenças e comportamentos prevalentes nessa idade.


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“Estudos epidemiológicos no Brasil indicam que o trauma é a principal causa de internação em UTIs de adolescentes, seguido por intoxicação por drogas ou álcool e outras causas como disfunção respiratória ou neurológica. Os adolescentes criticamente doentes apresentam necessidades que variam com o desenvolvimento físico e emocional, envolvem comportamentos de risco, aspectos psicossociais e de desenvolvimento”, acrescentou o diretor médico.

Edson Victor Santos Firmino, de 17 anos, é um dos beneficiados com a novidade. Ele sofreu uma queda com a bicicleta já parada e atingiu violentamente a cabeça no chão. O traumatismo cranioencefálico causou convulsão, e ele precisou ser levado inicialmente à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Chã da Jaqueira.

“Eu estava pedalando quando senti uma tontura e parei a bicicleta. Nisso, eu perdi as forças e caí. A partir daí eu só sei o que as pessoas me falaram. Chamaram a minha mãe, que me levou para a UPA e lá tive até uma parada cardiorrespiratória. O Samu [Serviço de Atendimento Móvel de Urgência] me trouxe para o HGE, eu fui acolhido na Área Vermelha e depois me trouxeram para a UTI Adolescente. Eu nem sabia que existia um lugar assim”, relatou o paciente.

A mãe do menor, Edvânia Santos da Silva, de 49 anos, é quem está presente durante o período de internamento. Ela recorda que ficou muito preocupada com a possibilidade do filho morrer. Mas ela diz que

foi ficando cada dia mais tranquila conforme observava a qualidade do atendimento prestado, que resultou em uma evolução positiva e na perspectiva de breve alta hospitalar.

“Eu já tinha vindo aqui para o HGE e não era como está hoje. Fiquei muito impressionada com a organização, com a atenção dos profissionais, com a tecnologia que está disponível para a gente. Contudo, nós temos certeza que essa fase ruim vai passar e voltaremos para casa com a saúde do meu filho dignamente recuperada”, comentou a mãe, que é cozinheira, casada e mora com seus dois filhos na Chã da Jaqueira.  


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A criação de um setor de UTI com foco em adolescentes traz como vantagens a organização do fluxo de cuidados (reduz disparidades no atendimento, alocando recursos e expertise para um grupo com perfil clínico e psicossocial específico); a melhoria na segurança e nos resultados clínicos (unidades com protocolos adaptados à adolescência tendem a reduzir complicações relacionadas a erros de dosagem, falhas comunicacionais e manejo inadequado de riscos comportamentais); e a eficiência na gestão de recursos (permite classificar e priorizar melhor casos que precisam de cuidados intensivos diferenciados, evitando uso indiscriminado de UTIs adultas ou pediátricas sem foco clínico).

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