
No ofício encaminhado ao STF, o presidente da Comissão afirma que Vorcaro cumpre prisão domiciliar e, por isso, deslocamento até Brasília depende de autorização.
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), senador Carlos Viana (Podemos-MG), pediu ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli que determine o comparecimento do dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, à reunião da comissão marcada para a próxima quinta-feira (5). Vorcaro foi convocado na condição de testemunha para prestar esclarecimentos sobre empréstimos consignados concedidos pela instituição financeira, alvo das investigações da CPI. O requerimento é de 29 de janeiro.
No ofício encaminhado ao Supremo, Viana afirma que Vorcaro cumpre prisão domiciliar e que, por isso, o deslocamento até Brasília depende de autorização judicial. O senador solicita ainda que o ministro determine a obrigatoriedade do comparecimento, com garantia dos direitos constitucionais do depoente, como o direito ao silêncio, acompanhamento por advogado e tratamento digno.
Procurada, a defesa de Vorcaro não respondeu se apresentou pedido ao Supremo para ser dispensado do depoimento.
O presidente da CPMI sustenta que o depoimento é “de grande relevo” para os trabalhos da comissão, uma vez que Vorcaro preside uma das instituições financeiras investigadas e poderia esclarecer pontos como a contratação dos empréstimos, os valores envolvidos e os procedimentos adotados para a verificação dos contratantes. Segundo ele, a convocação foi aprovada em consenso por parlamentares de diferentes correntes políticas.
No documento, Viana também faz uma defesa das prerrogativas das comissões parlamentares de inquérito e critica interpretações do STF que, segundo ele, ampliam indevidamente os efeitos de decisões da Corte que vedaram a condução coercitiva de investigados. Para o senador, essas decisões não se aplicariam automaticamente às CPIs, que têm regras próprias previstas na Constituição.
“Nesse sentido, com a devida vênia, compreendo que tem havido, por parte de alguns ministros da Corte, um equívoco importante quanto às extensões do que foi decidido nas ADPFs 395 e 444, ligadas à impossibilidade de condução coercitiva de investigados”, diz trecho do documento.
O presidente da CPMI argumenta que as investigações parlamentares se baseiam essencialmente na oitiva de depoentes e que, sem a presença física dos convocados, há esvaziamento do papel fiscalizador do Congresso. Ele cita decisões recentes de ministros do STF que mantiveram a obrigatoriedade de comparecimento de depoentes em CPIs, mesmo quando investigados.
Ao final, o senador pede que, durante o período em que estiver no Congresso, a custódia de Vorcaro seja transferida à Polícia do Senado Federal.
Viana pede audiência com Toffoli e discute prorrogação da CPMI
Em publicação no X na sexta-feira, 30, Viana afirmou que solicitou formalmente uma audiência com o ministro Dias Toffoli para tratar da devolução de material retirado da CPI. Segundo ele, também está prevista uma reunião com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), na próxima segunda-feira, para discutir a prorrogação dos trabalhos da comissão.
Política Justiça ordena remoção de “deepfake” que simulava encontro de Flávio Bolsonaro com Daniel Vorcaro.
Política STJ prorroga sindicância sobre acusação contra ministro Marco Buzzi
Política Lula assina MPs de apoio às vítimas das enchentes em Minas Gerais
Política Viagem com Lula aos EUA foi suspensa em virtude da guerra no Irã, diz Fávaro
Política Paulo Guedes: Se Flávio Bolsonaro ganhar eleições, terá meu total apoio
Política Moraes nega recurso e mantém Filipe Martins na Cadeia Pública de Ponta Grossa
Política ‘Tomara que morra lá’, diz Ricardo Nunes ao comentar prisão de Vorcaro
Política STF nega troca de mensagens entre Moraes e Vorcaro no dia da prisão do dono do Master
ALE-RO Dra. Taíssa se posiciona contra veto do governo e defende acesso a medicamentos para tratamento da obesidade e diabetes pelo SUS Mín. 21° Máx. 30°