
Também estão programados os depoimentos do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior e do presidente do BMG Luiz Félix Cardamone Neto.
A CPI do INSS, que apura fraudes contra aposentados e pensionistas a favor de associações e entidades sindicais, retoma os trabalhos neste ano, com a expectativa do depoimento de Daniel Vorcado, dono do Master. A sessão está prevista para quinta-feira pela manhã.
Apesar da convocação, a defesa poderá entrar com habeas corpus e pedir ao Supremo Tribunal Federal (STF) para que Vorcaro não compareça ou permaneça calado, durante os questionamentos dos parlamentares. O mecanismo foi adotado por vários depoentes convocados pela CPI no ano passado.
Também estão programados os depoimentos do presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior e do presidente do BMG Luiz Félix Cardamone Neto.
O deputado, Duarte Jr. (PSB-MA), um dos autores do requerimento de convocação de Vorcaro, disse esperar que o Supremo não desobrigue o banqueiro de comparecer ao colegiado.
“A gente espera que o Supremo não tire o direito que a CPI tem de investigar”, disse o deputado.
Ele afirmou também que a CPI pediu ao ministro Dias Toffoli, relator do processo no Supremo, que devolva os documentos relativos ao Master que estavam em poder da CPI. A decisão do ministro foi tomada no final do ano passado. Com isso, as provas foram retiradas do sistema e ficaram aos cuidados do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), que não membro da CPI.
A CPI quer explicações de Vorcaro sobre a oferta de crédito consignado a aposentados e pensionistas do INSS. Documentos enviados pela Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) mostram que a instituição figura entre as líderes de reclamações nos últimos anos, especialmente por problemas ligados a crédito consignado.
Vorcaro chegou a ser preso durante a ação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro. A Operação investiga suspeitas de irregularidades financeiras praticados pelo Master e na negociação da compra do banco de Vorcaro pelo Banco de Brasília (BRB).
A prisão preventiva foi revogada, mas o executivo segue cumprindo medidas cautelares, como uso de tornozeleira eletrônica.
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