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Epagri alerta produtores sobre alta infectividade de cigarrinhas-do-milho nas lavouras

Fotos: Maria Cristina Canale/EpagriSanta Catarina registra pela terceira semana consecutiva um aumento na média estadual de cigarrinhas-do-milho, c...

26/01/2026 às 19h54
Por: Redação Fonte: Secom SC
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Foto: Reprodução/Secom SC
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Fotos: Maria Cristina Canale/Epagri

Santa Catarina registra pela terceira semana consecutiva um aumento na média estadual de cigarrinhas-do-milho, com 98 insetos por armadilha. Este crescimento, segundo a pesquisadora da Epagri/Cepaf, Maria Cristina Canale, responsável pelo programa Monitora Milho SC, pode estar relacionado à combinação de fatores, como as altas temperaturas e as dificuldades de manejo nas etapas finais do ciclo produtivo. 

O levantamento realizado entre os dias 12 e 19 de janeiro indica elevação em todas as regiões do estado. Além disso, Maria Cristina revela que as análises laboratoriais demonstram elevada taxa de infectividade das cigarrinhas, com presença dos patógenos responsáveis pelos enfezamentos e viroses do milho. “Ao contrário do observado nas semanas anteriores, quando os patógenos estavam concentrados nas regiões Oeste e Planalto Norte, agora temos uma distribuição mais uniforme em todo o Estado, o que acende o alerta para os produtores, especialmente os que estão planejando o plantio do milho na safrinha”.

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Foto: Reprodução/Secom SC
Foto: Reprodução/Secom SC

Orientações

Diante deste cenário, é indicado que os produtores façam a regulagem correta do maquinário para evitar perdas de grãos durante a colheita. Maria Cristina também orienta que os agricultores evitem a semeadura de novas lavouras de milho em áreas muito próximas aos cultivos já maduros. “Os insetos presentes no ambiente tendem a migrar para os plantios mais novos, em busca de tecidos mais tenros para se alimentarem. Por isso, é essencial que as novas áreas não fiquem próximas às lavouras mais velhas. Além disso, os produtores devem realizar o manejo durante a fase vegetativa utilizando inseticidas de contato e sistêmicos, aliados a produtos biológicos sempre que possível”, recomenda.

Por: Karin Helena Antunes de Moraes, jornalista bolsista na Epagri/Fapesc

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Informações para a imprensa
Isabela Schwengber, assessora de comunicação da Epagri
(48) 3665-5407/99661-6596

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