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Estado de SP concentra 20,6% dos trabalhadores da cultura no Brasil, com 1,6 milhão de pessoas

Cultura representa 5,2% do total do PIB paulista e a economia criativa representa 6,5% do total de ocupados do estado, segundo o Boletim de Emprego...

26/01/2026 às 16h19
Por: Redação Fonte: Secom SP
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Foto: Nilton Fukuda/Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de SP
Foto: Nilton Fukuda/Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de SP

O Governo de São Paulo apresenta nesta segunda-feira (26) o resultado da pesquisa “Boletim de Empregos na Economia Criativa”. A pesquisa, realizada pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas, em parceria com a Fundação Seade, mostra que o estado de São Paulo concentrou aproximadamente 20,6% do total de trabalhadores da cultura e da economia criativa no Brasil, o que equivale a 1,6 milhão de ocupados. A estimativa nacional, segundo dados do Observatório Cultural Itaú, é de 7,75 milhões de pessoas.

Enquanto, em nível nacional, o número de ocupados na economia criativa passa de 6,4 milhões em 2012 para 7,7 milhões em 2023, em São Paulo o setor avança de 1,1 milhão para 1,6 milhão no mesmo intervalo. A aceleração na expansão paulista se mostra mais intensa a partir de 2021, quando alcançou 21,1%, frente a 11,0% no Brasil, seguindo o movimento de crescimento, que em 2023 alcançou 11,4%, quase três vezes o valor alcançado pela média nacional. O boletim mostra ainda que a economia criativa representa 6,5% do total de ocupados do estado de São Paulo.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

“São Paulo se consolida cada vez mais como potência no cenário criativo do Brasil. Apenas aqui no nosso estado temos 20,6% do total de trabalhadores da cultura e da economia criativa. Isso mostra que temos uma cadeia produtiva muito diversificada, plural e que transforma a vida das pessoas, gerando emprego e renda”, destaca a secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, Marilia Marton.

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As atividades com maior participação na composição da ocupação da economia criativa no estado de São Paulo, em 2023, foram software, videogames, serviços de computação e web, que responderam por 28,4% do total, mantendo participação superior a um quarto do total de ocupados. Publicidade, pesquisa e desenvolvimento e arquitetura e design de interiores também apresentam crescimento expressivo, acompanhando transformações tecnológicas e a crescente demanda por inovação.

“O estado de São Paulo não está apenas acompanhando a tendência nacional, mas sim exercendo um papel importante para a expansão do setor, sendo um dos principais responsáveis por impulsionar o crescimento da economia criativa no país”, destaca a secretária da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, Marilia Marton.

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No gráfico abaixo é possível observar a distribuição dos ocupados, de acordo com cada grupo.

Foto: Reprodução/Secom SP
Foto: Reprodução/Secom SP

Ao analisar os dados, é possível observar ainda que o PIB da Economia Criativa em São Paulo apresentou crescimento expressivo na última década, em 2022 foi de R$ 136,6 bilhões, o que representa 5,2% do total do PIB paulista.

Metodologia

O Boletim de Empregos na Economia Criativa foi desenvolvido por meio de uma parceria entre a Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas e a Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade).

A metodologia adotada no estudo foi elaborada pela Fundação Seade e se orienta por referenciais alinhados às principais recomendações internacionais, hoje também presentes em pesquisas e estudos recentemente produzidos no Brasil.

A delimitação das atividades da economia criativa baseia-se na estrutura revisada da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD), desenvolvida em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), que oferece referências estatísticas atualizadas para a mensuração da economia criativa. Essa abordagem compatibiliza códigos de atividades econômicas (ISIC) com produtos e serviços criativos, classificados segundo o Harmonized System (HS) e o Extended Balance of Payments Services (EBOPS), estabelecendo correspondência com os sistemas nacionais de classificação de atividades (CNAE) e de produtos (PRODLIST). Essa decisão confere ao estudo maior comparabilidade internacional e aderência a padrões reconhecidos, ao mesmo tempo em que permite ajustes às especificidades da realidade brasileira e paulista.

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