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Juros do Tesouro Direto têm nova queda firme com apetite por ativos brasileiros

Juros do Tesouro Direto têm nova queda firme com apetite por ativos brasileiros

26/01/2026 às 11h22
Por: Redação Fonte: Infomoney
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Juros do Tesouro Direto têm nova queda firme com apetite por ativos brasileiros

Juros do Tesouro Direto têm nova queda firme com apetite por ativos brasileiros.

 

A curva de juros brasileira também tem ajuda dos Treasuries, que operam com rendimentos em baixa por todos os vértices, reagindo a uma descompressão dos títulos japoneses.

As taxas dos títulos do Tesouro Direto operam em queda nesta segunda-feira (26), dando continuidade ao movimento positivo para os ativos brasileiros, em um ambiente marcado por valorização da bolsa, recuo do dólar frente ao real e maior apetite por risco no início de uma semana decisiva para a política monetária no Brasil e nos Estados Unidos.

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Nos títulos prefixados, o recuo foi mais evidente. O Tesouro Prefixado 2028 passou a pagar 12,93% ao ano, ante 12,97% na sexta-feira. Já o Tesouro Prefixado 2032 cedeu de 13,62% para 13,54%, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2035 recuou de 13,71% para 13,63%.

Entre os papéis atrelados à inflação, as taxas também registraram queda ao longo da curva. O Tesouro IPCA+ 2029 passou de 7,85% para 7,81% de juro real, enquanto o Tesouro IPCA+ 2040 caiu de 7,30% para 7,25%. No longo prazo, o Tesouro IPCA+ 2050 recuou de 6,94% para 6,88%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2045 passou de 7,28% para 7,21% anuais no componente prefixado.

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A queda das taxas desta segunda amplia o movimento observado no fim da semana passada, quando os títulos públicos já haviam se beneficiado do fluxo de recursos estrangeiros para o Brasil e da melhora do humor global.

“O fluxo para ativos brasileiros segue sólido, com estimativas de quase R$ 20 bilhões destinados à bolsa em janeiro, mês ainda não encerrado, valor próximo de todo o volume registrado ao longo de 2025”, observa Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.

A curva de juros brasileira também tem ajuda dos Treasuries, que operam com rendimentos em baixa por todos os vértices, reagindo a uma descompressão dos títulos japoneses.

Investidores monitoram a semana de decisões de política monetária, com anúncios previstos tanto do Banco Central quanto do Federal Reserve na quarta-feira. No Brasil, a expectativa majoritária é de manutenção da Selic em 15%, com atenção redobrada à comunicação da autoridade monetária sobre os próximos passos da política de juros.

Veja as taxas do Tesouro Direto às 9h30 desta segunda-feira (26):

Título Rendimento Anual Vencimento
Tesouro Selic 2028 SELIC + 0,0455% 01/03/2028
Tesouro Selic 2031 SELIC + 0,0982% 01/03/2031
Tesouro Prefixado 2028 12,93% 01/01/2028
Tesouro Prefixado 2032 13,54% 01/01/2032
Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2035 13,63% 01/01/2035
Tesouro IPCA+ 2029 IPCA + 7,81% 15/05/2029
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2035 IPCA + 7,59% 15/05/2035
Tesouro IPCA+ 2040 IPCA + 7,25% 15/08/2040
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045 IPCA + 7,21% 15/05/2045
Tesouro IPCA+ 2050 IPCA + 6,88% 15/08/2050
Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060 IPCA + 7,13% 15/08/2060
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