
A Secretaria Municipal de Agricultura de São José do Rio Preto promoveu uma reunião estratégica para debater os desafios enfrentados pela cultura da seringueira e buscar soluções conjuntas para fortalecer toda a cadeia produtiva da borracha natural. O encontro foi convocado pela secretária Alaide Carina Ayeres e reuniu representantes municipais, estaduais, federais, produtores e sangradores da região.

Participaram da reunião Antonio Carlos Gerin, presidente da Câmara Setorial Federal; a Pesquisadora Elaine Gonçalves da APTA Regional de Colina; Galdino Filho, da CATI - Coordenadoria de Assistência Técnica Integral que estava representando a Secretaria de Agricultura do Estado de SP; Dinalva Pereira Salgado, representando a ABBRASP – (Associação Borracha Brasileira de Seringueiros e Produtores); o sangrador Adílio de Oliveira, representante do Palestino e região (Portal dos Seringueiros); e Natalino de Freitas, da Associação do Movimento Nacional dos Produtores e Sangradores de Seringueira (AMNPS), além de outros convidados ligados ao setor.
Um dos principais pontos levantados foi o desânimo crescente dos sangradores e produtores com a cultura da seringueira, especialmente pela defasagem no preço pago pela borracha, a falta de previsibilidade do mercado e as condições de trabalho consideradas precárias.Segundo relatos, muitos trabalhadores têm deixado a atividade — cerca de 50% migram para o corte de cana-de-açúcar, em busca de renda mais estável. Sangradores relataram ganhos baixos, falta de fornecimento de equipamentos básicos de trabalho, como botas, e preços que frequentemente ficam abaixo do custo de produção.“O preço atual deixa o produtor no vermelho. Para se manter, seria necessário um valor mais justo, que hoje não chega ao campo”, relataram representantes da categoria, destacando que a remuneração não acompanha o esforço e os custos da atividade.

Preço justo, não esmola!
Durante a reunião, os participantes reforçaram que é necessário incentivo fiscal, organização da cadeia e políticas públicas estruturantes, com foco em um preço justo e transparente.Foram citados problemas como a queda repentina do preço sem aviso prévio, o poder de barganha concentrado nos compradores e os impactos da importação de produtos, como pneus, que afetam diretamente o mercado interno e a renda dos produtores nacionais.
Outro ponto central do debate foi a falta de dados consolidados sobre a cultura da seringueira, como número de hectares, produtores ativos, sangradores e volume de produção. A ausência dessas informações dificulta a criação de políticas públicas e a defesa do setor junto aos governos estadual e federal.
A proposta é que o município, em conjunto com outras secretarias e órgãos técnicos, realize um levantamento detalhado da cadeia produtiva, permitindo a elaboração de projetos, demonstrativos técnicos e a busca de apoio institucional.Representantes estaduais destacaram que não existe hoje uma cadeia estruturada da borracha, com contratos e regras claras, o que compromete a sustentabilidade do setor. A organização coletiva, por meio de associações, cooperativas, sindicatos ou conselhos, foi apontada como caminho essencial.
A secretária Alaide Carina Ayeres reforçou o compromisso da Secretaria de Agricultura em atuar como mediadora, promovendo a união entre produtores, sangradores, entidades, usinas e órgãos públicos.“Meu pai plantou seringueira há mais de 40 anos. Conheço a importância dessa cultura. Nosso compromisso é dar visibilidade à causa do sangrador e trabalhar para manter as pessoas no campo”, afirmou.

Como encaminhamento pós-reunião, a Secretaria anunciou a intenção de trazer o secretário estadual de Agricultura, Guilherme Piai, a Rio Preto, além de avançar na criação de uma comissão voltada à cadeia da borracha, reunindo todos os elos envolvidos.A Secretaria de Agricultura reafirma seu papel de articuladora e seguirá trabalhando para fortalecer a cadeia produtiva da seringueira, reconhecendo seu valor econômico, social e ambiental, e garantindo melhores condições para quem vive e trabalha no campo.
Próximos passos:
Entre as propostas discutidas estão:
- Catalogação da produção e dos produtores;
- Criação ou fortalecimento de associações e cooperativas;
- Diálogo com usinas para construção de soluções conjuntas;
- Avaliação de incentivos e políticas públicas;
- Defesa de mecanismos que garantam preço justo ao produtor;
- Organização institucional para representação política do setor.
Candeias - BA Candeias: 3ª corrida do Candeias Run reúne centenas de corredores pelas ruas da cidade
João Pessoa - PB Sine-JP oferta 600 vagas de trabalho a partir desta segunda-feira
Lucas do Rio Verde 14ª Copa Binotti/Sicredi de Futsal encerra com grandes finais e destaque para atletas de Lucas do Rio Verde
Rio Prefeitura do Rio lança obras do Morar Carioca em comunidades da Praça Seca
Rio População da Zona Oeste ganha mais 100 novos ônibus modernos
Belém Força-tarefa retira mais de 10 toneladas de lixo na Vila da Barca
João Pessoa - PB Prefeitura implanta consórcios e amplia autonomia financeira de unidades educacionais
Campo Grande - MS Plataforma Cultural recebe workshop de mosaico com pratos quebrados
João Pessoa - PB Prefeitura mantém parceria com empresas privadas e oferta serviços aos aposentados e pensionistas com descontos de 10% a 60% Mín. 18° Máx. 26°