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PF desmonta esquema de fraude em empréstimos consignados e bloqueia mais de R$ 400 mil
PF desmonta esquema de fraude em empréstimos consignados e bloqueia mais de R$ 400 mil
22/01/2026 21h16
Por: Redação Fonte: Agência Pernambuco Noticias

PF desmonta esquema de fraude em empréstimos consignados e bloqueia mais de R$ 400 mil.

 

Operação mira grupo que usava documentos falsos e acesso remoto a contas para desviar recursos no Agreste de Pernambuco.

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (21), uma operação para desarticular um esquema criminoso especializado em fraudes bancárias envolvendo empréstimos consignados no interior de Pernambuco. A ação, batizada de Senha Remota, teve como foco práticas que iam da criação de contas com dados falsos à movimentação ilícita de valores em nome de terceiros.

As diligências foram coordenadas pela PF em Caruaru e resultaram no cumprimento de quatro mandados de busca e apreensão nos municípios de Gravatá e Sairé. As ordens judiciais autorizaram a coleta de provas digitais e documentais, como celulares, computadores, comprovantes bancários e registros de transações eletrônicas utilizados nas fraudes.

De acordo com a apuração, o grupo atuava de forma organizada: abria contas bancárias com documentação adulterada, criava indevidamente senhas de acesso e, em seguida, desviava os recursos obtidos com empréstimos consignados para beneficiar outros integrantes do esquema. A Justiça Federal determinou o sequestro e o bloqueio de bens e ativos financeiros superiores a R$ 400 mil, valor que corresponde ao prejuízo estimado às vítimas.

As medidas foram autorizadas pela 31ª Vara Federal da Subseção Judiciária de Caruaru e têm como objetivo garantir a preservação do patrimônio para eventual ressarcimento dos danos. O material recolhido nesta etapa deve permitir o aprofundamento da análise dos fluxos financeiros, a confirmação das irregularidades e a identificação de novos envolvidos, além de mensurar com maior precisão o total desviado.

Os investigados poderão responder por crimes como estelionato majorado, falsidade documental, inserção de dados falsos em sistemas bancários, lavagem de dinheiro e associação criminosa. Somadas, as penas máximas previstas para esses delitos podem ultrapassar 30 anos de prisão, a depender do desdobramento das investigações.