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Com Trump sem camisa sobre um urso, The Economist fala em “ameaça existencial”

Com Trump sem camisa sobre um urso, The Economist fala em “ameaça existencial”

22/01/2026 às 17h57
Por: Redação Fonte: Reuters
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Com Trump sem camisa sobre um urso, The Economist fala em “ameaça existencial”

Com Trump sem camisa sobre um urso, The Economist fala em “ameaça existencial”.

 

Revista diz que recuo sobre a Groenlândia é apenas “retirada tática” e critica visão de mundo “estreita e pessimista” do presidente dos EUA.

A capa da revista The Economist desta semana traz uma ilustração de Donald Trump sem camisa, montado em um urso polar, para simbolizar a disputa pela Groenlândia e o que a revista vê como um risco maior: o futuro das alianças americanas.

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No texto, intitulado “O verdadeiro perigo representado por Donald Trump”, a publicação afirma que, embora o presidente tenha recuado de tarifas e descartado o uso de força contra a ilha, “isso pode ser apenas uma retirada tática”.

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A revista lembra que Trump “cobiça a Groenlândia há anos” e que seu discurso em Davos, ao falar da Otan com “desdém”, deveria colocar “as capitais europeias em alerta máximo”.

Para a Economist, a crise da Groenlândia deixa lições mais amplas. Uma delas é que Trump recua sob pressão, “sem necessariamente abrir mão de seus objetivos de longo prazo”. Outra é que a “visão estreita e pessimista” do presidente e sua disposição de “reescrever a história” corroeram a confiança que sustentava as alianças dos EUA.

A revista escreve que, sob Trump, “cada desentendimento ameaça ser existencial” e que ele “antecipa um realinhamento global para o qual os aliados da América precisam se preparar”.

No diagnóstico final, a Economist afirma que Trump dificilmente abandonará a ideia de que aliados “são parasitas” e que valores compartilhados “são coisa de otário” — e que isso inevitavelmente levará a novos confrontos, “seja sobre a Groenlândia ou outra coisa”.

O artigo conclui que, após décadas de “proteção americana que embalou os europeus”, esses tempos acabaram, e que líderes do continente precisam, ao mesmo tempo, tentar desacelerar a erosão da aliança e planejar “o dia em que a Otan não existir mais”.

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