Em Davos, republicano afirma que sucessor está entre poucos finalistas, volta a criticar gestão de Jerome Powell e reforça ofensiva política sobre o banco central após tentativa de demitir Lisa Cook chegar à Suprema Corte.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (21), que está na reta final da escolha do próximo presidente do Federal Reserve (Fed), o banco central americano, e sinalizou já ter um favorito.
Em entrevista à CNBC durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, ele disse que o processo iniciado em setembro, com até 11 nomes cogitados, hoje está praticamente decidido.
“Diria que estamos em três, mas estamos em dois. E provavelmente posso dizer que estamos, na minha cabeça, talvez em um”, declarou, sem revelar o escolhido.
A lista de candidatos inclui ex- e atuais dirigentes do próprio Fed, economistas e executivos de Wall Street. Entre os nomes mais cotados estão o ex-diretor Kevin Warsh, o atual diretor Christopher Waller, o chefe do Conselho Econômico Nacional, Kevin Hassett, e Rick Rieder, responsável pela área de renda fixa da BlackRock.
Trump elogiou Rieder, o último a ser entrevistado, classificando-o como “impressionante”, e disse estar satisfeito com o nível de todos os finalistas. Nos últimos dias, porém, o presidente já indicou que preferiria manter Hassett no comando do NEC, o que reduz as chances de seu nome avançar.
A definição do sucessor ocorre após um ano de turbulência inédita na relação entre a Casa Branca e o Fed.
Embora Trump já criticasse duramente Jerome Powell desde seu primeiro mandato, as investidas se intensificaram em 2025, com ataques públicos à condução da política monetária, ameaças explícitas de demissão e uma ação direta para afastar a diretora Lisa Cook, caso que foi analisado nesta quarta-feira pela Suprema Corte e é visto como o maior teste recente à independência do banco central.