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Presidente do Chile monta gabinete com nomes ligados ao ditador Pinochet

Presidente do Chile monta gabinete com nomes ligados ao ditador Pinochet

21/01/2026 às 11h03
Por: Redação Fonte: Reuters
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Presidente do Chile monta gabinete com nomes ligados ao ditador Pinochet

Presidente do Chile monta gabinete com nomes ligados ao ditador Pinochet.

 

Kast anuncia ministério com presença de ex-advogados do regime militar.

O presidente eleito do Chile, José Antonio Kast, apresentou nesta terça-feira (20), a equipe ministerial que assumirá o governo a partir do dia 11 de março. O anúncio chamou atenção tanto pelo discurso econômico quanto pela composição política do gabinete, que inclui dois ex-advogados do ditador Augusto Pinochet, responsável pelo regime militar que governou o país entre 1973 e 1990. As informações são do El País.

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Foram confirmados 24 ministros, dos quais 16 não têm filiação partidária formal. Segundo Kast, a escolha priorizou critérios técnicos e experiência profissional, com forte presença de quadros vindos do setor privado. O presidente eleito afirmou que a formação do gabinete não resultou de acordos políticos tradicionais e foi pensada para responder com rapidez aos desafios econômicos e de segurança do país.

Entre os nomes que geraram maior repercussão está Fernando Barros, indicado para o Ministério da Defesa. Barros atuou por décadas como consultor jurídico do ex-presidente Sebastián Piñera e integrou a equipe que defendeu Pinochet durante sua prisão em Londres, em 1998.

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Outro nome sensível é Fernando Rabat, escolhido para comandar o Ministério da Justiça e Direitos Humanos. Rabat participou da defesa de Pinochet em casos emblemáticos, como a Operação Colombo — que investigou o desaparecimento de opositores do regime — e o caso Riggs, sobre recursos mantidos no exterior pelo ex-ditador.

Sua nomeação provocou críticas de organizações de direitos humanos, especialmente por a pasta ter atribuições relacionadas à política de memória e a decisões sobre indultos.

Entidades que representam familiares de vítimas da ditadura reagiram formalmente ao anúncio, afirmando que a escolha dos dois ministros representa um desrespeito à memória dos mortos e desaparecidos do período militar. As críticas se concentraram sobretudo na indicação para a Justiça, por envolver diretamente temas ligados a violações de direitos humanos.

Ao defender sua equipe, Kast afirmou que o Chile atravessa um momento que exige respostas rápidas e decisões duras. Ele classificou o ministério como um “gabinete de emergência”, voltado ao combate ao crime e à recuperação econômica.

Segundo o presidente eleito, a prioridade será criar um ambiente mais previsível para investimentos, reforçar a segurança pública e destravar o crescimento, após um período de desaceleração e incertezas.

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