
Avaliação no PT é que uma chapa no Paraná com o deputado estadual Requião Filho como nome ao governo 'passa a ser muito competitiva'.
A ministra Gleisi Hoffmann, da Secretaria de Relações Institucionais, aceitou o pedido do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para concorrer ao Senado pelo Paraná, segundo interlocutores ouvidos ontem pelo GLOBO. Procurada, a assessoria da ministra não se manifestou. Até abril, o governo petista deve perder 21 outros ministros, que precisarão deixar as pastas até abril para serem candidatos nas eleições em outubro.
A reunião da ministra com Lula ocorreu na quarta-feira passada. Aliados afirmam que Gleisi aceitou o desafio no mesmo dia e “estaria animada” com a possibilidade de disputar uma vaga na Casa. Ela já pretendia deixar a pasta para concorrer novamente à Câmara dos Deputados, uma eleição vista como mais certeira pela maior quantidade de cadeiras em jogo.
“A estratégia do PT é de colocar os melhores quadros para também fazer a disputa no Legislativo. O presidente sabe que, para polarizar a disputa no Paraná, é preciso ter um nome forte. Estamos todos em um time só. A Gleisi está entusiasmada”, afirma o deputado federal Jilmar Tato.
A avaliação no PT é que uma chapa com o deputado estadual Requião Filho (PDT) como nome ao governo e Gleisi ao Senado “passa a ser muito competitiva”. Integrantes do partido também argumentam que a composição deixaria o governador e possível adversário de Lula pelo Planalto, Ratinho Júnior (PSD), “ocupado” com as eleições estaduais.
O anúncio do apoio petista à candidatura de Requião Filho foi anunciado no mês passado. O objetivo é a construção de uma aliança contra o senador Sergio Moro (União), que está na liderança das pesquisas, e Ratinho Júnior, que deverá indicar um sucessor.
A costura também inclui o presidente da Itaipu Binacional, Enio Verri (PT), aliado de Gleisi. Ele chegou a ser cotado internamente para concorrer tanto ao governo do estado quanto ao Senado, mas deve disputar a Câmara em outubro.
A composição marca ainda a retomada do diálogo entre Requião e o PT. No início deste ano, ele seguiu o caminho do pai, o ex-governador Roberto Requião, e saiu da sigla, após ser autorizado pelo Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) a deixar a legenda fora da janela partidária sem perder o mandato. Segundo o deputado, a escolha foi motivada por divergências com o comando nacional da legenda. Ao chegar no PDT, assumiu o comando do diretório estadual e passou a ser cotado para disputar o governo estadual, dividindo inicialmente a atenção da esquerda no estado com Verri, que teve a viabilidade analisada pelo PT.
Em setembro, após Requião ter sido deixado de fora da pesquisa de intenção de voto conduzida pela Genial/Quaest, que testou apenas o nome de Verri, o PDT enviou ao instituto de pesquisas um ofício que dizia que a exclusão gerava uma “distorção no diagnóstico do atual cenário eleitoral e, consequentemente, na avaliação dos eleitores paranaenses”. Após o atrito, no entanto, representantes das duas siglas optaram por formar uma aliança “contrária ao lavajatismo, ao bolsonarismo e ao ‘ratinhismo’”, explica o deputado estadual e líder da oposição na Assembleia Legislativa Arilson Chiorato (PT).
Por outro lado, Moro ainda busca se colocar como pré-candidato, mesmo após o anúncio de que o PP, federado ao União Brasil, não homologará a candidatura dele ao governo do estado. Em meio à indefinição de sua situação partidária em 2026, partidos como o PRTB e a Missão, sigla ligada a militantes do Movimento Brasil Livre (MBL), tentam atrair o ex-juiz da Lava Jato.
Em paralelo, Ratinho Júnior também deverá escolher quem ocupará o lugar de seu sucessor na corrida pelo comando do estado em 2026. À sua disposição, colocam-se três nomes do PSD, que incluem o secretário das Cidades, Guto Silva, que teria a preferência pela proximidade com o mandatário. Além dele, são cotados o presidente da Assembleia Legislativa, Alexandre Curi, e o ex-prefeito de Curitiba, Rafael Greca, já cortejados para o lançamento de chapas por outros partidos.
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