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Alemanha e França “não serão chantageadas” com ameaça tarifária, dizem ministros
Alemanha e França “não serão chantageadas” com ameaça tarifária, dizem ministros
19/01/2026 19h53
Por: Redação Fonte: Reuters

Alemanha e França “não serão chantageadas” com ameaça tarifária, dizem ministros.

 

Ministros das Finanças dizem que europeus não aceitarão chantagem e avaliam medidas da UE.

BERLIM, 19 Jan (Reuters) – Os ministros das Finanças da ⁠Alemanha e da França disseram nesta segunda-feira que as ‍potências europeias não serão chantageadas e que haverá uma resposta clara e unida às ameaças do presidente dos EUA, ‌Donald Trump, de aumentar as tarifas devido à Groenlândia.

Trump prometeu no sábado implementar uma onda de tarifas crescentes sobre as importações de aliados europeus até que os Estados Unidos tenham permissão para comprar a Groenlândia, intensificando uma disputa sobre ‌o futuro da vasta ilha ártica da Dinamarca.

‘Alemanha e França ‌concordam: Não nos permitiremos ser chantageadas’, disse o ministro das Finanças da Alemanha, Lars Klingbeil, em seu ministério, onde se reuniu com seu colega francês.

‘A chantagem entre aliados de 250 anos, a chantagem entre amigos, é ‌obviamente inaceitável’, declarou o ministro das Finanças da França, Roland Lescure, no mesmo evento.

Instrumento anticoerção sobre a mesa

Os ​líderes da UE devem discutir opções em uma cúpula de emergência em Bruxelas na quinta-feira. Uma opção é um pacote de tarifas sobre 93 bilhões de euros (US$107,7 bilhões) de importações dos EUA, que poderia entrar em vigor automaticamente em 6 de fevereiro, após uma suspensão de seis meses.

‘Nós, europeus, precisamos deixar claro: o limite foi atingido’, disse Klingbeil. ‘Nossa mão está estendida, mas não estamos dispostos a ser chantageados.’

A ​outra opção é ⁠o até agora ⁠não testado ‘Instrumento Anticoerção’, que poderia limitar o acesso a licitações públicas, investimentos ou ‌atividades bancárias ou restringir o comércio de serviços, no qual os EUA têm um superávit com o bloco, inclusive em serviços digitais.

Lescure afirmou que, embora o instrumento ‍anticoerção da UE seja sobretudo um fator de dissuasão, deve ser considerado nas circunstâncias atuais.

‘A França ​quer que examinemos ‌essa possibilidade, esperando, é claro, que a dissuasão prevaleça’, disse Lescure. Ele acrescentou ‍que espera que o relacionamento transatlântico volte a ser ‘amigável e baseado em negociação, em vez de um relacionamento baseado em ameaças e chantagens’.

Klingbeil disse que não estava interessado em uma escalada, pois isso prejudicaria as economias de ambos os lados do Atlântico.