
Ex-deputado associa agenda diplomática do governo brasileiro à repressão iraniana e diz que postura dos EUA pode acelerar mudanças no regime.
O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) usou as redes sociais nesta terça-feira (13) para criticar a participação do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na posse do presidente iraniano Masoud Pazeshkian, em 2024, e para endossar a postura adotada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, diante da escalada de protestos no Irã.
A manifestação ocorreu após Trump afirmar que cancelou reuniões com autoridades iranianas e incentivar manifestantes a ocupar instituições do país, em mensagem publicada na rede Truth Social.
O ex-parlamentar brasileiro destacou a fala do republicano e associou o gesto ao contexto de repressão violenta no Irã, onde organizações internacionais e fontes locais relatam milhares de mortos desde o início das manifestações.
“Trump fala para iranianos tomarem instituições! Já há quem diga que mais de 6.000 manifestantes foram assassinados. Este é o país que o vice-presidente Alckmin foi na posse do presidente”, escreveu Eduardo Bolsonaro em uma publicação. A crítica conecta a agenda diplomática do governo brasileiro à atual crise iraniana, num momento de forte polarização política no Brasil.
Eduardo Bolsonaro afirmou ainda que o regime iraniano, no poder desde a Revolução Islâmica de 1979, promove repressão sistemática a mulheres, opositores políticos e à liberdade de expressão. Para ele, o atual momento representa uma oportunidade histórica de ruptura. “Agora estamos vendo a possibilidade de mudança”, declarou.
Na mesma linha, o ex-deputado interpretou as declarações de Trump como sinal de um reposicionamento internacional em defesa de movimentos de contestação a regimes autoritários. Segundo ele, esses “ventos de liberdade”, impulsionados pelos Estados Unidos, teriam potencial para influenciar também o cenário político brasileiro.
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