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Líder supremo do Irã compara Trump a faraó e alerta para “queda de tiranos”
Líder supremo do Irã compara Trump a faraó e alerta para “queda de tiranos”
12/01/2026 12h54
Por: Redação Fonte: Estadão Conteúdo

Líder supremo do Irã compara Trump a faraó e alerta para “queda de tiranos”.

 

Publicação ocorre em meio a protestos intensos no Irã e ameaças crescentes entre Teerã e Washington.

O líder supremo do Irã, aiatolá Ali Khamenei, publicou nesta segunda-feira (12) uma imagem nas redes sociais que retrata o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, como um antigo faraó, alertando que ele enfrentará o mesmo destino dos tiranos do passado.

A imagem, compartilhada na conta oficial de Khamenei na plataforma X, mostra um sarcófago em estilo faraônico em ruínas com a semelhança de Trump, acompanhada da legenda “Como o Faraó”.

آن بابایی Ú©Ù‡ با نخوت Ùˆ غرور نشسته آنجا راجع به همه‌ÛŒ دنیا قضاوت میکند، او هم بداند Ú©Ù‡ معمولاً‌ مستبدّین Ùˆ مستکبران عالم، از قبیل فرعون Ùˆ نمرود Ùˆ رضاخان Ùˆ محمّدرضا Ùˆ امثال اینها، وقتی Ú©Ù‡ در اوج غرور بودند سرنگون شدند،
این هم سرنگون خواهد شد.#مثل_فرعون pic.twitter.com/hxzJVQQOiL

— KHAMENEI.IR | فارسی (@Khamenei_fa) January 11, 2026

Na mensagem escrita em persa, Khamenei afirmou que governantes arrogantes que buscaram dominar o mundo foram derrubados no auge de seu poder. “Este também será derrubado”, acrescentou, em referência direta ao presidente americano.

A publicação ocorre em meio a recentes ameaças de Trump contra a liderança iraniana, incluindo comentários relacionados aos protestos e à instabilidade interna no país.

Em resposta, o Irã emitiu alertas contra Israel e os Estados Unidos, afirmando que centros militares e de navegação seriam “alvos legítimos” caso Washington lance ataques.

Desde 28 de dezembro, o Irã tem sido palco de protestos motivados pela forte desvalorização do rial iraniano e pelo agravamento das condições econômicas.

As manifestações se espalharam para diversas cidades, com estimativas de pelo menos 544 mortos, incluindo manifestantes e forças de segurança, e mais de mil feridos, segundo a agência de direitos humanos HRANA.

Além disso, a HRANA informou que mais de 10 mil pessoas foram detidas em 585 localidades em todo o país, abrangendo as 31 províncias iranianas.