
A Central de Transplantes da Paraíba alcançou, em 2025, resultados significativos que consolidam o estado como referência na política pública de doação e transplante de órgãos e tecidos. De janeiro a dezembro, foram registradas 46 doações de múltiplos órgãos e tecidos, resultando em 241 transplantes realizados, números que refletem não apenas o fortalecimento da rede assistencial, mas, sobretudo, a solidariedade das famílias que disseram “sim” à doação em um momento de dor.
Um dos maiores destaques do ano foi o avanço nas doações de coração. Ao todo, 16 órgãos foram doados em 2025, o maior número da história da Paraíba. Desse total, 11 transplantes foram realizados no próprio estado, sendo nove no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires e dois na rede privada. Outros quatro órgãos foram encaminhados para Pernambuco e um para o Ceará.
O crescimento também é evidente quando comparado ao ano anterior. Em 2024, a Paraíba havia registrado 12 doações de coração e oito transplantes cardíacos. Em 2025, esse número aumentou em 33%, demonstrando a evolução técnica das equipes e a eficiência da logística envolvida no processo, em destaque o uso de aeronaves para o transporte das equipes e órgãos.
O ano também foi marcado por ações de qualificação e interiorização. Em abril, a Central promoveu o 1º Curso Paraibano de Capacitação em Transplantes, fortalecendo a formação de profissionais de saúde. No mesmo mês, foi registrada a primeira doação de múltiplos órgãos na cidade de Patos, um avanço importante para o Sertão do estado.
Já em julho, a Paraíba viveu um momento de grande comoção e solidariedade: uma criança de dois anos tornou-se a doadora mais jovem do estado em 2025, com fígado e rins encaminhados para receptores no Rio de Janeiro e no Ceará, reafirmando que a doação de órgãos salva vidas em todo o país.
Em setembro, a Central de Transplantes alcançou um marco inédito: pela primeira vez na história, a lista de espera para transplante cardíaco foi zerada no estado. No mesmo mês, foi registrada a primeira doação de coração do Sertão paraibano, ocorrida no município de Patos, ampliando o alcance da política de transplantes para além dos grandes centros urbanos.
Outro momento histórico aconteceu em novembro, com a realização do primeiro transplante cardíaco pediátrico da Paraíba, em uma ação 100% SUS. A doação foi registrada no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, e o transplante realizado no Hospital Metropolitano.
Para a diretora da Central de Transplantes da Paraíba, Rafaela Dias, os números de 2025 representam muito mais do que estatísticas. “Cada doação registrada é resultado de um trabalho intenso de sensibilização e acolhimento às famílias, que mesmo em um momento extremamente difícil, escolhem transformar dor em esperança. Os avanços que alcançamos em 2025, especialmente no transplante cardíaco, mostram que a Paraíba está preparada, com equipes qualificadas e uma rede fortalecida, para salvar cada vez mais vidas”, destacou.
Rafaela Dias também reforçou que o desafio permanece. “Ainda temos centenas de pessoas aguardando por um órgão. Por isso, falar sobre doação, esclarecer dúvidas e sensibilizar a sociedade continua sendo fundamental. A decisão de doar é um gesto de amor que pode mudar histórias”, concluiu.
Em dezembro, foram registradas quatro doações, fechando o ano com resultados positivos e expectativa de continuidade dos avanços. Atualmente, 813 pessoas ainda aguardam na lista de espera por um transplante na Paraíba.



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