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EUA apreendem navio com bandeira russa vindo da Venezuela e elevam tensão com Moscou

EUA apreendem navio com bandeira russa vindo da Venezuela e elevam tensão com Moscou

07/01/2026 às 12h28
Por: Redação Fonte: Agência de Noticias
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EUA apreendem navio com bandeira russa vindo da Venezuela e elevam tensão com Moscou

EUA apreendem navio com bandeira russa vindo da Venezuela e elevam tensão com Moscou.

 

Essa foi a primeira vez, na história recente, que os militares dos EUA apreenderam um navio com bandeira russa.

Os Estados Unidos apreenderam um navio petroleiro de bandeira russa que estava sendo escoltado por um submarino russo nesta quarta-feira (7), após uma perseguição de mais de duas semanas pelo Atlântico como parte de um “bloqueio” dos EUA às exportações de petróleo venezuelano, disseram duas autoridades norte-americanas à Reuters.

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Essa parece ter sido a primeira vez na memória recente que os militares dos EUA apreenderam um navio de bandeira russa

A operação foi realizada depois que o navio-tanque, originalmente conhecido como Bella-1, escapou de um bloqueio marítimo dos EUA contra navios-tanque sancionados no Caribe e rejeitou os esforços da Guarda Costeira dos EUA para abordá-lo. O esforço de apreensão foi relatado pela primeira vez pela Reuters.

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Em um post no X, o Comando Europeu das Forças Armadas dos EUA disse que o governo Trump havia apreendido o navio por violar as sanções dos EUA.

Um oficial da Guarda Costeira dos EUA observa o navio Marinera (Ex-Bella 1) com binóculos nesta imagem divulgada em 7 de janeiro de 2026. Comando Europeu dos EUA via X/Handout via REUTERS

“O bloqueio do petróleo venezuelano sancionado e ilícito continua em PLENO EFEITO — em qualquer lugar do mundo”, disse o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, em resposta a essa postagem.

As autoridades norte-americanas, que falaram sob condição de anonimato, disseram que a operação desta quarta-feira perto da Islândia estava sendo realizada pela Guarda Costeira e pelas Forças Armadas dos EUA.

A Rússia deslocou um submarino e outras embarcações navais para escoltar um petroleiro antigo, o Bella 1, informou o Wall Street Journal nesta terça-feira, citando uma autoridade dos Estados Unidos. — Foto: Hakon Rimmereid/via REUTERS

A Guarda Costeira não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

As autoridades disseram que embarcações militares russas estavam nas imediações da operação, incluindo um submarino russo. Não ficou claro o quão perto as embarcações estavam da operação, mas não houve indícios de um confronto entre as forças militares dos EUA e da Rússia.

Não houve nenhum comentário imediato de Moscou. No entanto, o meio de comunicação estatal russo RT publicou uma imagem de um helicóptero pairando perto do navio.

Reprodução/RT

Para onde o navio vai?

A apreensão ocorreu poucos dias depois que as forças especiais dos EUA invadiram Caracas antes do amanhecer de sábado em um ataque para capturar o presidente Nicolás Maduro e levá-lo para os Estados Unidos. Os militares dos EUA o entregaram às autoridades federais norte-americanas para que fosse processado por acusações de suposto tráfico de drogas.

Não ficou claro para onde exatamente o navio iria agora, mas fontes disseram que ele provavelmente estaria entrando em águas territoriais britânicas.

O Ministério da Defesa do Reino Unido não quis comentar.

A Guarda Costeira dos EUA tentou interceptar o navio pela primeira vez no mês passado, mas ele se recusou a ser abordado. Desde então, ele foi registrado com bandeira russa e passou a se chamar Marinera.

A embarcação é o mais recente navio-tanque visado pela Guarda Costeira dos EUA desde o início da campanha de pressão do presidente dos EUA, Donald Trump, contra a Venezuela.

Separadamente, a Guarda Costeira dos EUA também interceptou outro navio-tanque ligado à Venezuela em águas latino-americanas, disseram autoridades norte-americanas à Reuters nesta quarta-feira, enquanto os EUA continuam a impor seu bloqueio a navios sancionados da Venezuela.

Fontes disseram à Reuters que o navio era o superpetroleiro M Sophia, de bandeira panamenha, que está sob sanções.

Ele havia partido das águas venezuelanas no início de janeiro como parte de uma frota de navios que transportavam petróleo venezuelano para a China em “modo escuro” ou com o transponder desligado, de acordo com dados e fontes de navegação.

De olho no petróleo

As principais autoridades venezuelanas classificaram a captura de Maduro como um sequestro e acusaram os EUA de tentar roubar as vastas reservas de petróleo do país, estimadas como as maiores do mundo.

Por sua vez, Trump e as principais autoridades dos EUA acusaram a Venezuela de roubar o petróleo dos EUA, em uma aparente referência à nacionalização do setor de energia do país em várias ondas ao longo do último meio século.

A Venezuela tem milhões de barris de petróleo carregados em navios-tanque e em tanques de armazenamento que não consegue transportar devido ao bloqueio efetivo dos EUA às exportações imposto desde meados de dezembro.

Trump disse na terça-feira que Caracas e Washington chegaram a um acordo para exportar até US$ 2 bilhões em petróleo bruto venezuelano para os Estados Unidos, um acordo que desviaria os suprimentos da China e ajudaria a Venezuela a evitar cortes mais profundos na produção de petróleo.

Esse acordo seria um forte sinal de que o governo venezuelano está respondendo à exigência de Trump de que as autoridades do país se abram para as empresas petrolíferas dos EUA ou corram o risco de uma intervenção militar maior.

Trump disse que quer que a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, dê aos EUA e às empresas privadas “acesso total” ao setor petrolífero do país.

Desde que os EUA impuseram sanções energéticas à Venezuela em 2019, comerciantes e refinarias que compram petróleo venezuelano recorreram a uma “frota sombra” de navios-tanque que disfarçam sua localização ou a navios já sancionados por transportar petróleo iraniano ou russo.

A frota sombra é considerada exposta a possíveis medidas punitivas dos EUA, segundo analistas de transporte marítimo.

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