
País enfrenta uma das mais severas ondas de frio dos últimos anos, com transtornos generalizados e mortes.
PARIS – A França amanheceu nesta quarta-feira (7) sob os efeitos de uma nevasca acompanhada de gelo e chuva congelada, que provocou transtornos generalizados nos transportes, suspendeu serviços públicos e pressionou o sistema energético do país. O episódio ocorre após dias consecutivos de frio intenso e é considerado o mais severo em escala nacional desde 2018.
Segundo o sistema meteorológico do país, 38 departamentos foram colocados em alerta laranja para neve e verglas, o segundo nível mais alto da escala de vigilância. O governo criou um gabinete de crise para concentrar decisões, restringiu a circulação de veículos e pediu para que empresas colocassem funcionários em home office.
Os impactos foram sentidos logo nas primeiras horas da manhã. Com importantes rodovias bloqueadas, o trânsito na região da Île-de-France, onde fica Paris, atingiu recorde de congestionamento, com 1,6 mil quilômetros de lentidão. O transporte escolar foi suspenso nos 38 departamentos sob alerta laranja e a circulação de veículos pesados de mercadorias foi amplamente restringida.
Na capital, todas as linhas de ônibus foram suspensas por razões de segurança, com o retorno dos veículos às garagens à medida que a neve avançava. Metrô e trens também tiveram a operação afetada com bloqueios totais ou redução de velocidade.
No transporte aéreo, mais de 140 voos foram cancelados, sendo cerca de 100 no aeroporto Charles de Gaulle, o principal do país. As suspensões ocorreram em razão das operações de limpeza das pistas e do degelo das aeronaves, conforme informado pelo Ministério dos Transportes.
Outros importantes aeroportos europeus foram seriamente afetados. Em Amsterdã, mais de 700 voos foram cancelados e mais de mil pessoas passaram a noite dentro do terminal. Também houve cancelamentos em Bruxelas e o tráfego ferroviário para os Países Baixos foi suspenso.
Além da mobilidade, a nevasca pressionou o sistema energético francês. O consumo de gás superou os níveis registrados nos últimos três anos, com as centrais operando em alta capacidade para atender à demanda. O consumo de eletricidade também alcançou patamares elevados, próximos aos maiores já registrados para o período. Apesar do governo garantir a produção, houve interrupções do serviço em algumas localidades.
Também houve prejuízos ao abastecimento de água potável, com relatos de tubulações rompidas pelo frio congelante.
As baixas temperaturas atingem o território francês desde o Natal. O episódio atual, contudo, se mostrou mais intenso do que o inicialmente previsto, sobretudo porque a nevasca atingiu um solo já congelado, aumentando o risco de acidentes. Nos últimos dias, cinco pessoas morreram em acidentes de trânsito relacionados ao gelo e à neve em diferentes regiões do país.
A previsão indica o aumento gradativo das temperaturas a partir do final da semana, mas a mudança será provocada pelo que a imprensa francesa chamou de “bomba meteorológica”. A tempestade Goretti deverá atingir o país com ventos de até 140 km/h e vai empurrar o frio para fora do continente, não sem antes causar mais estragos provados pela ventania.
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