
Presidente ucraniano discutirá questões territoriais, o principal obstáculo nas negociações para pôr fim à guerra da Rússia na Ucrânia, na Flórida, neste domingo.
Antes de uma reunião esperada para o domingo (28), o presidente dos EUA, Donald Trump disse que o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky "não tem nada a dizer até que eu aprove".
"Ele não tem nada até que eu aprove", disse Trump em uma entrevista ao jornal digital POLITICO publicada nesta sexta-feira (26).
"Então, veremos o que ele tem a dizer", acrescentou.
O presidente americano acredita que poderá ter uma reunião produtiva.
“Acho que vai correr tudo bem com ele. Acho que vai correr tudo bem com [Vladimir] Putin”, disse Trump, acrescentando que espera falar com o líder russo “em breve, tanto quanto eu quiser”.
Falando a repórteres nesta sexta-feira, Zelensky alertou que não poderia afirmar se a reunião levaria a um acordo definitivo, mas disse que ambos os lados buscariam "finalizar o máximo possível".
Mais cedo, na sexta-feira, o líder ucraniano havia demonstrado otimismo, escrevendo no X que "muita coisa pode ser decidida antes do Ano Novo".
Zelensky disse a jornalistas que o plano de paz de 20 pontos elaborado por autoridades ucranianas e americanas está "90% pronto" e que planejava discutir com Trump como os aliados da Ucrânia poderiam garantir sua segurança no futuro.
Segundo autoridades americanas e europeias, não se espera que a reunião de domingo conte com a presença de líderes europeus.
Os ucranianos vêm pressionando por um encontro entre Zelensky e Trump há meses, afirmaram autoridades europeias. Os europeus esperam uma reunião positiva, pois descrevem a dinâmica atual entre os EUA e a Ucrânia como produtiva. Ainda assim, reconhecem que o resultado de qualquer encontro com Trump é imprevisível.
“Não existe cenário de baixo risco com Trump”, disse um funcionário da Otan.
Em preparação para a reunião de domingo, Zelensky afirmou nesta sexta-feira que havia conversado com os líderes da Otan, Canadá, Alemanha, Finlândia, Dinamarca e Estônia para coordenar suas posições.
"A Ucrânia nunca foi e nunca será um obstáculo à paz, e continuaremos trabalhando com eficiência para garantir que todos os documentos necessários sejam preparados o mais rápido possível", disse ele.
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