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Em sua primeira Missa do Galo, Papa Leão XIV defende pobres, estrangeiros e crianças.

Em sua primeira Missa do Galo, Papa Leão XIV defende pobres, estrangeiros e crianças.

25/12/2025 às 10h26
Por: Redação Fonte: Estadão Conteúdo
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Em sua primeira Missa do Galo, Papa Leão XIV defende pobres, estrangeiros e crianças.

Em sua primeira Missa do Galo, Papa Leão XIV defende pobres, estrangeiros e crianças.

 

Leão XIV também se referiu ao Natal como a "festa da fé, da caridade e da esperança".

O papa Leão XIV relembrou o papa Bento XVI e fez uma defesa do acolhimento dos pobres, estrangeiros e crianças na sua primeira celebração da Missa do Galo, nesta quarta-feira, 24, na Basílica de São Pedro, no Vaticano. A cerimônia é realizada anualmente na véspera de Natal.

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O pontífice retomou o discurso feito por Bento XVI em 2012, enfatizando o acolhimento e citando especificamente crianças, pobres e estrangeiros.

"Essas palavras do papa Bento XVI lembram-nos de que, na Terra, não há espaço para Deus se não há espaço para o homem. Não acolher um significa não acolher o outro. Em vez disso, onde há lugar para o homem, há lugar para Deus", disse Leão.

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"Para encontrar o Salvador não é preciso olhar para cima, mas contemplar o que está aqui em baixo", completou.

Neste mês, o papa aceitou a renúncia do arcebispo conservador de Nova York, Timothy Dolan, e nomeou um bispo pró-imigrantes de sua cidade natal, Chicago, para substitui-lo. A arquidiocese de Nova York está entre as maiores dos Estados Unidos e a escolha encerrou meses de especulações sobre quem sucederia Dolan, sendo encarada como um desejo de resistir firmemente às políticas do governo de Donald Trump.

Em novembro, o papa endossou uma rara declaração da Conferência dos Bispos Católicos dos Estados Unidos que criticava fortemente as políticas de tolerância zero do governo Trump em relação aos imigrantes sem documentos.

Leão XIV também se referiu ao Natal como a "festa da fé, da caridade e da esperança".

"Enquanto uma economia distorcida leva a tratar os homens como mercadoria, Deus torna-se semelhante a nós, revelando a infinita dignidade de cada pessoa. Enquanto o homem quer tornar-se Deus para dominar o próximo, Deus quer tornar-se homem para nos libertar de toda a escravidão", disse.

"Deus dá ao mundo uma vida nova, a Sua, para todos. Não uma ideia que resolve todos os problemas, mas uma história de amor que nos envolve. Ele envia um bebê para que seja palavra de esperança perante a dor dos miseráveis, Ele envia um indefeso para que seja força para se levantarem perante a violência e a opressão. Ele acende uma luz suave, que ilumina para a salvação todos os filhos deste mundo", completou.

24 horas de paz

Na terça-feira, 23, o papa respondeu a perguntas de jornalistas. Na ocasião, o pontífice expressou tristeza pela recusa da Rússia de assinar uma trégua de Natal com a Ucrânia e relançou o apelo para que fossem respeitadas 24 horas de paz.

"Faço mais uma vez este pedido a todas as pessoas de boa vontade para que respeitem, ao menos na festa do nascimento do Salvador, um dia de paz."

Ainda voltando o olhar para a guerra, desta vez no Oriente Médio, o papa recordou a visita realizada a Gaza pelo cardeal Pierbattista Pizzaballa, patriarca latino de Jerusalém. "Esperamos que o acordo de paz siga adiante."

O pontífice se declarou ainda "muito decepcionado" com a aprovação de uma lei sobre suicídio assistido no seu Estado de origem, Illinois, nos EUA. A lei permite o suicídio assistido para adultos com doenças terminais e prognóstico de seis meses ou menos, a partir de setembro de 2026.

Leão XIV disse que já havia tratado do tema "de forma muito explícita" com o governador JB Pritzker durante uma audiência no Vaticano, em novembro: "Fomos muito claros quanto à necessidade de respeitar a sacralidade da vida, do início ao fim. E, infelizmente, por diversas razões, ele decidiu assinar aquele projeto de lei. Estou muito decepcionado com isso", disse o pontífice.

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