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Parlamento francês corre para evitar shutdown do governo após impasse orçamentário

Parlamento francês corre para evitar shutdown do governo após impasse orçamentário

Redação
Por: Redação Fonte: Estadão Conteúdo
23/12/2025 às 13h52
Parlamento francês corre para evitar shutdown do governo após impasse orçamentário

Parlamento francês corre para evitar shutdown do governo após impasse orçamentário.

 

Projeto emergencial busca garantir funcionamento do Estado e arrecadação até aprovação do orçamento definitivo em meio a forte fragmentação política.

O Parlamento francês corre contra o tempo para evitar um shutdown do governo nos moldes dos Estados Unidos, após o colapso das negociações sobre o Orçamento de 2026. Deputados debatem nesta terça-feira um projeto emergencial apresentado pelo governo para impedir a paralisação das atividades do Estado já na próxima semana, em meio à forte fragmentação política em Paris.

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Segundo o Palácio do Eliseu, o texto busca “assegurar a continuidade da vida nacional e o funcionamento dos serviços públicos”, permitindo a arrecadação de impostos, a transferência de recursos a governos locais e a manutenção dos gastos com base nos limites do Orçamento de 2025. A proposta foi elaborada após reunião do presidente Emmanuel Macron com seu gabinete.

A expectativa é que a lei seja aprovada ainda nesta terça-feira pela Assembleia Nacional da França, apesar das divisões entre a extrema direita de Marine Le Pen, a esquerda e o governo centrista minoritário, e, na sequência, pelo Senado. O projeto, porém, é visto como uma solução temporária. “Precisamos de um orçamento o mais rápido possível para poder seguir adiante”, afirmou o ministro das Finanças Roland Lescure à emissora BFM TV. “Quanto mais tempo durar o orçamento provisório, mais ele custa.”

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A legislação emergencial autoriza o Estado a prorrogar os limites de gastos de 2025, arrecadar impostos e emitir dívida enquanto um acordo definitivo não é alcançado. Lescure alertou que, embora a medida evite um shutdown, “não haverá investimentos”, acrescentando que “os servidores continuarão sendo pagos, os serviços essenciais seguirão funcionando e as escolas abrirão após o recesso”.

A pressão sobre as contas públicas aumenta. Investidores e agências de rating acompanham de perto a situação fiscal, com o déficit estimado em 5,4% do PIB neste ano, o maior da zona do euro.

O primeiro-ministro Sebastien Lecornu, que deve se pronunciar publicamente ainda nesta terça, disse a Reuters, que tem pouco espaço de manobra em um Parlamento onde disputas orçamentárias já derrubaram três governos desde que Macron perdeu a maioria em 2024. Em 2025, o uso de um mecanismo semelhante custou, segundo o governo, 12 bilhões de euros, aponta a agência.

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