A marca Havaianas virou alvo de críticas e pedidos de boicote nas redes sociais neste domingo (21), após a divulgação de uma campanha publicitária estrelada pela atriz Fernanda Torres. Políticos e militantes ligados à direita passaram a acusar a propaganda de ter cunho ideológico, o que motivou manifestações públicas contra a empresa.
O vídeo mostra Fernanda Torres dizendo que não se deve começar o ano com o “pé direito”. A fala foi interpretada por críticos como uma provocação política, o que deu início a uma mobilização virtual pedindo o boicote à marca. .
Havaianas, nem todo mundo agora vai usar.
— Nikolas Ferreira (@nikolas_dm) December 21, 2025
Entre os que se manifestaram está o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que publicou no X criticando a campanha.
“A partir de hoje, nem todo mundo agora vai usar…”, escreveu.
A deputada federal Bia Kicis (PL-DF) também se posicionou contra a empresa e reforçou o discurso de boicote.
“Se as Havaianas não nos querem, nós também não queremos as Havaianas”, declarou.
Se as Havaianas não nos querem, nós também não queremos as Havaianas. pic.twitter.com/Vi0gvKH87X
— Bia Kicis (@Biakicis) December 21, 2025
Em um segundo vídeo divulgado nas redes sociais, a parlamentar aparece jogando um par de chinelos da marca em um cesto de lixo.
Apesar da repercussão, a propaganda não faz qualquer crítica direta à direita ou a posicionamentos políticos. No próprio vídeo, após dizer que não se deve iniciar o ano com o “pé direito”, Fernanda Torres complementa a mensagem:
“O que eu desejo é que você comece o Ano Novo com os dois pés. Os dois pés na porta, os dois pés na estrada, os dois pés na jaca, os dois pés onde você quiser. Vai com tudo, de corpo e alma, da cabeça aos pés.”
A reação contra a atriz ganhou força nos últimos meses, especialmente após a campanha do filme Ainda Estou Aqui (2024), que ganhou o Oscar de Melhor Filme Internacional na cerimônia do Oscar 2025, marcando a primeira vitória de um filme brasileiro nessa categoria. O longa-metragem retrata um crime cometido durante o regime militar no Brasil (1964–1985), período frequentemente defendido e enaltecido por setores da direita. Desde então, Fernanda Torres passou a ser alvo recorrente de ataques e críticas de cunho político nas redes sociais.