
Peça destaca programas sociais, negociação do tarifaço e bandeiras que devem pautar o debate político e econômico em 2026.
O governo federal colocou no ar, neste domingo (21), uma campanha publicitária de fim de ano que busca consolidar a narrativa de superação em 2025 e reforçar agendas que devem ganhar centralidade no debate político de 2026.
O material, exibido na televisão e nas redes sociais, apresenta o período recente como um ciclo de enfrentamento de obstáculos econômicos e sociais, com ênfase em ações conduzidas pelo Palácio do Planalto sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A peça percorre políticas públicas e medidas econômicas adotadas ao longo do ano para sustentar a ideia de retomada. Entre os pontos destacados estão programas voltados à renda e à educação, iniciativas na área da saúde e a ampliação de frentes de negociação comercial no exterior.
A mensagem central associa esses movimentos à recuperação da confiança e à capacidade de reação diante de cenários adversos. “Sim, a gente venceu. Foi difícil. Nunca é fácil, né? Mas a gente não é de desistir”, diz trecho da peça.
No campo econômico, o vídeo faz referência indireta às tensões comerciais com os Estados Unidos, sem citar o país explicitamente, ao mencionar barreiras erguidas ao comércio brasileiro e sua posterior reversão parcial. O pano de fundo é o conjunto de tarifas impostas a produtos nacionais, que atingiram setores como o agronegócio e a indústria de maior valor agregado.
Após meses de impasse, o governo brasileiro retomou o diálogo com Washington, processo que incluiu contatos diretos entre Lula e o presidente Donald Trump, abrindo espaço para uma reavaliação das medidas e a redução de parte das sobretaxas.
A campanha também destaca compromissos fiscais e sociais com forte apelo popular, como a ampliação da faixa de isenção do Imposto de Renda para rendas mais baixas e a retirada do Brasil do Mapa da Fome.
Ao mesmo tempo, sinaliza bandeiras que ainda estão em disputa no Congresso, como o fim da escala de trabalho 6×1 sem redução salarial, indicando que o governo pretende manter essas pautas no centro da agenda política.
Ao encerrar a mensagem com foco no futuro, o Planalto busca associar os resultados apresentados à ideia de continuidade. O tom adotado sugere uma tentativa de transformar conquistas recentes em capital político, reforçando a imagem de um governo que, apesar das dificuldades, se coloca como protagonista de avanços econômicos e sociais às vésperas do ano eleitoral.
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