
Agência Assembleia
O programa Café com Notícias desta segunda-feira (15), apresentado por Elda Borges, trouxe aos telespectadores uma conversa leve e sensível sobre afetividade, memória e gastronomia. A convidada foi Alice Nascimento, especialista em Bolos Afetivos, que apresentou um trabalho artesanal que vai além da culinária tradicional e transforma histórias de vida em bolos personalizados, acompanhados de cartas escritas à mão.
Durante a entrevista, Elda Borges destacou que a proposta combina perfeitamente com o clima do café da manhã e com a proximidade do Natal, período em que as pessoas tendem a buscar mais aconchego e conexões emocionais.
Receita de família e poesia assada
Alice contou que a origem dos bolos afetivos está em uma receita de família, herdada da sogra, hoje com 96 anos. A partir dessa tradição, ela passou a criar bolos autorais que carregam memórias pessoais e sentimentos. “Eu digo que eu asso poesia. Esses bolos são obras de arte e também poesias”, afirmou.
Cada produção recebe um nome inspirado em lembranças da própria confeiteira, como Entre Jardins, Forno de Barro e Trilho de Trem, e é feita de forma totalmente artesanal, sem produção em escala.
Projeto que nasceu na pandemia
O projeto ganhou força durante a pandemia da Covid-19, quando Alice estava em isolamento por questões de saúde. Nesse período, ela passou a presentear amigos e familiares com bolos acompanhados de cartas afetivas, como forma de acolhimento em meio ao distanciamento social.
“Era um jeito de abraçar as pessoas quando ninguém podia se encontrar”, relatou. A iniciativa se espalhou e, aos poucos, os pedidos começaram a surgir, transformando a afetividade em um empreendimento.
Cartas que acompanham cada bolo
Um dos diferenciais do trabalho de Alice é a carta que acompanha cada bolo. Escrita sempre à mão, ela é construída a partir da história que o cliente compartilha sobre a pessoa que será presenteada. “Eu transformo a história das pessoas em palavras e em massa”, explicou.
Segundo a confeiteira, a produção de um bolo leva, em média, quatro horas, enquanto a elaboração da carta pode levar dias, já que exige reflexão, sensibilidade e envolvimento emocional.
Afetividade como propósito
Embora hoje os bolos afetivos representem uma fonte de renda, Alice destaca que o principal propósito do trabalho continua sendo o afeto. “Não faço pelo dinheiro. Quem me tornou empreendedora foram as pessoas e as histórias que chegaram até mim”, afirmou.
No encerramento da entrevista, Alice reforçou o desejo de que mais pessoas resgatem o hábito de escrever, valorizar memórias e enxergar a afetividade como essência da vida. Para a apresentadora Elda Borges, a conversa trouxe uma mensagem que vai além do espírito natalino, convidando à desaceleração e ao cuidado com as relações humanas.
Assista ao programa:
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