A rede de departamentos atendeu gerações de consumidores, oferecendo desde roupas e eletrodomésticos até ferramentas.
Sears foi, durante grande parte do século 20, um dos símbolos mais conhecidos do varejo nos Estados Unidos.
A rede de departamentos atendeu gerações de consumidores, oferecendo desde roupas e eletrodomésticos até ferramentas e imóveis pré-fabricados, mas em 2025 mantém apenas cinco lojas físicas enquanto tenta preservar relevância por meio de um marketplace online.
A Sears surgiu em 1892, ganhou força com catálogos enviados pelo correio e, a partir de 1925, consolidou-se também em lojas físicas, começando por Chicago. A marca tornou-se sinônimo de produtos para o lar, vestuário e serviços voltados à classe média, apoiada em uma ampla rede de distribuição.
No auge, após a fusão com a Kmart em 2005, o grupo somava cerca de 3.500 unidades espalhadas pelo país. Esse modelo, baseado em grandes lojas de departamento, foi por décadas um dos pilares do consumo de massa nos Estados Unidos.
A partir dos anos 2000, a expansão de redes como Walmart e Target, somada ao crescimento acelerado do comércio eletrônico, reduziu o espaço para o modelo tradicional da Sears. Custos fixos altos, lojas envelhecidas e atrasos em inovação digital agravaram a perda de competitividade.
Em 2018, após anos de queda nas vendas e endividamento, a empresa entrou com pedido de falência. Desde então, uma sequência de fechamentos levou o número de unidades a um patamar mínimo em 2025, simbolizando a perda de protagonismo da marca.
A derrocada da Sears está diretamente ligada à mudança do cenário competitivo. Concorrentes adotaram modelos mais ágeis, com foco em preço, experiência de compra e tecnologia, enquanto a Sears manteve estruturas pesadas e pouco flexíveis.
Essas empresas passaram a disputar o mesmo consumidor de forma mais eficiente, cada uma com uma proposta específica de valor:
Em 2025, a Sears mantém cinco unidades: uma na Califórnia, uma no Texas, uma em Massachusetts e duas na Flórida, sob controle da Transformco. Paralelamente, opera um marketplace online para atender clientes antigos e tentar alcançar novos consumidores digitais.
A escala reduzida limita negociações com fornecedores, dificulta a diluição de custos e gera dúvidas sobre a viabilidade financeira. Ao mesmo tempo, a marca ainda carrega um forte componente afetivo, associado às memórias de compras de eletrodomésticos, ferramentas e artigos para o lar.
My parents only had one credit card and it was a Sears one. They had it for just in case a large appliance died. I don’t think they ever used it.🤔 did your family shop at Sears? pic.twitter.com/3gILmtU6XL
— Jerseygirl #FBR 🟧 (@gggirl924) December 9, 2025
A história da Sears reflete a transição do varejo, dos catálogos impressos para shoppings e, depois, para plataformas digitais. Cada fase mostra como tecnologia e comportamento do consumidor redefinem formatos de venda e relacionamento com o público.
O caso evidencia a importância da adaptação contínua, do investimento em inovação e da leitura de tendências. Para sobreviver, marcas tradicionais precisam usar seu peso histórico de forma estratégica, sem perder agilidade em um ambiente cada vez mais competitivo.