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Grande rede de varejo fecha mais de 3 mil lojas e agora só restam cinco
Grande rede de varejo fecha mais de 3 mil lojas e agora só restam cinco
13/12/2025 21h40
Por: Redação Fonte: Agência O Antagonista

Grande rede de varejo fecha mais de 3 mil lojas e agora só restam cinco.

 

A rede de departamentos atendeu gerações de consumidores, oferecendo desde roupas e eletrodomésticos até ferramentas.

Sears foi, durante grande parte do século 20, um dos símbolos mais conhecidos do varejo nos Estados Unidos.

A rede de departamentos atendeu gerações de consumidores, oferecendo desde roupas e eletrodomésticos até ferramentas e imóveis pré-fabricados, mas em 2025 mantém apenas cinco lojas físicas enquanto tenta preservar relevância por meio de um marketplace online.

Como começou a história da Sears no varejo americano

A Sears surgiu em 1892, ganhou força com catálogos enviados pelo correio e, a partir de 1925, consolidou-se também em lojas físicas, começando por Chicago. A marca tornou-se sinônimo de produtos para o lar, vestuário e serviços voltados à classe média, apoiada em uma ampla rede de distribuição.

No auge, após a fusão com a Kmart em 2005, o grupo somava cerca de 3.500 unidades espalhadas pelo país. Esse modelo, baseado em grandes lojas de departamento, foi por décadas um dos pilares do consumo de massa nos Estados Unidos.

Grande rede de varejo fecha mais de 3 mil lojas e agora só restam cinco – Créditos: depositphotos.com / canadapanda

Quais fatores explicam a decadência recente da Sears

A partir dos anos 2000, a expansão de redes como Walmart e Target, somada ao crescimento acelerado do comércio eletrônico, reduziu o espaço para o modelo tradicional da Sears. Custos fixos altos, lojas envelhecidas e atrasos em inovação digital agravaram a perda de competitividade.

Em 2018, após anos de queda nas vendas e endividamento, a empresa entrou com pedido de falência. Desde então, uma sequência de fechamentos levou o número de unidades a um patamar mínimo em 2025, simbolizando a perda de protagonismo da marca.

Como a concorrência de Walmart, Target e Amazon enfraqueceu a Sears

A derrocada da Sears está diretamente ligada à mudança do cenário competitivo. Concorrentes adotaram modelos mais ágeis, com foco em preço, experiência de compra e tecnologia, enquanto a Sears manteve estruturas pesadas e pouco flexíveis.

Essas empresas passaram a disputar o mesmo consumidor de forma mais eficiente, cada uma com uma proposta específica de valor:

  • Preço: Walmart pressionou margens com valores mais baixos e forte presença em áreas rurais.
  • Estilo: Target atraiu um público mais jovem com foco em design, tendências e identidade visual.
  • Conveniência: Amazon ampliou a compra online com entregas rápidas e catálogo praticamente ilimitado.

Qual é a situação atual da Sears com apenas cinco lojas físicas

Em 2025, a Sears mantém cinco unidades: uma na Califórnia, uma no Texas, uma em Massachusetts e duas na Flórida, sob controle da Transformco. Paralelamente, opera um marketplace online para atender clientes antigos e tentar alcançar novos consumidores digitais.

A escala reduzida limita negociações com fornecedores, dificulta a diluição de custos e gera dúvidas sobre a viabilidade financeira. Ao mesmo tempo, a marca ainda carrega um forte componente afetivo, associado às memórias de compras de eletrodomésticos, ferramentas e artigos para o lar.

 

My parents only had one credit card and it was a Sears one. They had it for just in case a large appliance died. I don’t think they ever used it.🤔 did your family shop at Sears? pic.twitter.com/3gILmtU6XL

— Jerseygirl #FBR 🟧 (@gggirl924) December 9, 2025

O que a trajetória da Sears revela sobre o futuro do varejo

A história da Sears reflete a transição do varejo, dos catálogos impressos para shoppings e, depois, para plataformas digitais. Cada fase mostra como tecnologia e comportamento do consumidor redefinem formatos de venda e relacionamento com o público.

O caso evidencia a importância da adaptação contínua, do investimento em inovação e da leitura de tendências. Para sobreviver, marcas tradicionais precisam usar seu peso histórico de forma estratégica, sem perder agilidade em um ambiente cada vez mais competitivo.