
Repercussão aumenta pressão sobre Brigitte Macron enquanto ela enfrenta ataques virtuais na França.
A primeira-dama da França, Brigitte Macron, virou alvo de críticas nesta segunda-feira (8) após a divulgação de um vídeo em que aparece chamando ativistas feministas de “vadias imundas”.
O comentário, registrado nos bastidores de um espetáculo em Paris, foi revelado pelo Daily Mail e rapidamente provocou reação de parlamentares e movimentos de mulheres.
Brigitte Macron qualifie de "sales connes" les militantes mobilisées devant le théâtre où se produit un homme qui a été accusé de violences sexuelles.
— Clémence Guetté (@Clemence_Guette) December 8, 2025
Les violences, la fameuse « grande cause du quinquennat ». pic.twitter.com/ZktAOJFa4C
O episódio ocorreu no dia seguinte a um protesto do coletivo #NousToutes, que havia interrompido uma apresentação do humorista Ary Abittan no teatro Folies Bergère.
Absolvido em janeiro após a Justiça arquivar uma acusação de estupro feita por uma ex-namorada, Abittan retomou as apresentações sob forte contestação. Na noite de sábado, quatro militantes mascaradas entraram no teatro gritando “Abittan, estuprador!” e exibiram máscaras com o rosto do artista.
No domingo (7), Brigitte Macron compareceu ao mesmo espetáculo acompanhada da filha, Tiphaine Auzière. Em vídeo divulgado pela revista Public, Abittan aparece conversando com a primeira-dama e diz estar “com medo”. Ela responde:
“Se houver alguma vadia imunda, nós a expulsaremos, especialmente bandidos mascarados”.
A fala foi imediatamente criticada por integrantes da oposição de Emmanuel Macron. A deputada Sarah Legrain afirmou que Brigitte atacou mulheres que protestavam contra a volta do comediante aos palcos.
Em nota, o gabinete da primeira-dama afirmou que a frase se referia aos “métodos radicais” das manifestantes e que Brigitte Macron “não aprova interrupções destinadas a impedir um artista de se apresentar”.
A controvérsia surge em meio a outro processo envolvendo Brigitte Macron. Neste mês, sete pessoas foram julgadas em Paris sob acusação de assédio on-line por promoverem teorias conspiratórias que afirmavam falsamente que a primeira-dama “nasceu homem” e seria “pedófila”.
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